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Conselheiro do São Paulo aponta endividamento de R$ 80 milhões em 2020

23 jun 2020
20h20
atualizado às 21h05
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"Acho que é o pior momento da história do nosso clube", dispara Jaime Franco, conselheiro do São Paulo, logo em sua primeira resposta na entrevista concedida ao jornalista Alexandre Praetzel, em live nesta terça-feira. Durante a conversa, ele expôs detalhes sobre o processo de endividamento do Tricolor neste ano.

O conselheiro relata que levantou dados desde o ano de 2011, para melhor compreender a crise financeira que aflige o time do Morumbi. Jaime conta que um relatório obtido pelo conselho do São Paulo aponta um prejuízo de R$ 80 milhões apenas neste ano, em relação ao projeto orçamentário apresentado no início de 2020.

"É bom comparar o endividamento líquido do São Paulo. No dia 31 de dezembro de 2018, era de R$ 270 milhões. Ele terminou 2019 com R$ 503 milhões de endividamento líquido. Em março, foi para R$ 530 milhões. Em maio, foi para R$ 580 milhões, com um prejuízo acumulado de janeiro a maio de 2020 de R$ 80 milhões", afirmou o conselheiro.

Jaime ainda destaca que a pandemia do coronavírus agravou ainda mais a situação financeira do clube, já que as arrecadações despencaram sem a disputa de partidas.

"Em março de 2020, quando a pandemia ainda estava no início, o orçamento apontava um superávit de R$ 13 milhões. Só que terminou março com R$ 30 milhões de déficit, uma variação de 326%. Nós sabíamos que, enquanto existir a pandemia, quando as despesas correm e as receitas minimizam, o buraco seria infinitamente maior, como já se confirmou", pontuou.

Por fim, Jaime comentou sobre a estratégia utilizada pelo presidente Leco para cobrir os buracos das dívidas: venda de jogadores revelados pelo Tricolor. Apesar de ver lógica no pensamento, o conselheiro aponta outros problemas de gestão do São Paulo, utilizando uma comparação entre o Ituano e o Real Madrid para elucidar seu ponto de vista.

"Hoje, ele (Leco) está correto. Só que ele esquece que o futebol tem quatro fontes de receitas principais: televisão, marketing, bilheteria e venda de atletas. O São Paulo, de 2011 para cá, se apequenou, diminuiu todas as fontes de receita, com exceção da venda de atletas. O São Paulo tem vendido jogadores para sustentar os equívocos e o déficit entre receita e despesa. Um importante conselheiro do São Paulo, que me permita não citar o nome porque é próximo do presidente Leco, usou uma expressão que é incrível. Com todo respeito ao Ituano, que é um time querido, ele afirma: o São Paulo gasta como Ituano e gasta como Real Madrid", finalizou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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