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Começa a votação de impeachment de Júlio Casares no São Paulo; veja como será

Mandatário tricolor pode ser afastado provisoriamente nesta sexta-feira; Assembleia de sócios ratificará decisão em caso de aprovação do impedimento

16 jan 2026 - 19h03
(atualizado às 19h40)
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Começou, no início da noite desta sexta-feira, a reunião que vota o impeachment de Júlio Casares no São Paulo. A previsão é de que o encontro se estenda até às 22h, mas com ressalvas de possíveis atrasos.

Ao todo, 168 conselheiros compareceram presencialmente, enquanto 55 ingressaram de forma remota à reunião, totalizando 233 conselheiros. Ou seja, apenas 31 não registraram presença. Dessa forma, foi estabelecido quórum suficiente para o início da votação.

O presidente do São Paulo terá o momento inicial para apresentar sua defesa. Depois, os conselheiros votam de maneira presencial e online. O voto híbrido foi determinado judicialmente após briga entre opositores de Casares e o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior.

Membros de organizadas do São Paulo se reúnem do lado de fora do MorumBis enquanto Conselho vota impeachment de Júlio Casares.
Membros de organizadas do São Paulo se reúnem do lado de fora do MorumBis enquanto Conselho vota impeachment de Júlio Casares.
Foto: Taba Benedicto/ Estadão / Estadão

Uma projeção à qual o Estadão teve acesso indica um cenário favorável para a aprovação do afastamento. São 254 conselheiros aptos a votar. Bastam 170 (dois terços) para que Casares seja afastado.

Para que a reunião seja válida, porém, é preciso que haja quórum de 75% dos conselheiros. Isso corresponde a 191 integrantes do Conselho Deliberativo.

Se aprovado, o impeachment de Casares vira pauta de uma assembleia geral de sócios. Nesta instância, basta maioria simples. Nos bastidores, se avalia que o presidente sofreria uma derrota neste ponto.

Por outro lado, caso não tenha aprovação hoje, o processo já é arquivado. Casares, se for afastado em definitivo, fica inelegível por 10 anos no São Paulo e deixa também o Conselho Consultivo, composto por presidentes e presidentes do Conselho Deliberativo. O Conselho de Ética ainda poderá determinar seu banimento.

Por isso também circulam aconselhamentos por uma renúncia. Até mesmo integrantes que ainda apoiam Casares teriam sugerido esse caminho. Foi o que fez o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, em 2015, após pressão política por um escândalo envolvendo repasses a terceiros nas categorias de base.

Na partida de quinta-feira, no MorumBis, o futebol dividiu atenção com a discussão sobre o impeachment. Torcedores protestaram com faixas cobrando renúncia e aprovação do afastamento.

O São Paulo nunca impichou um presidente. A história do clube, contudo, tem 10 renúncias de mandatários.

Estadão
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