Começa a votação de impeachment de Júlio Casares no São Paulo; veja como será
Mandatário tricolor pode ser afastado provisoriamente nesta sexta-feira; Assembleia de sócios ratificará decisão em caso de aprovação do impedimento
Começou, no início da noite desta sexta-feira, a reunião que vota o impeachment de Júlio Casares no São Paulo. A previsão é de que o encontro se estenda até às 22h, mas com ressalvas de possíveis atrasos.
Ao todo, 168 conselheiros compareceram presencialmente, enquanto 55 ingressaram de forma remota à reunião, totalizando 233 conselheiros. Ou seja, apenas 31 não registraram presença. Dessa forma, foi estabelecido quórum suficiente para o início da votação.
O presidente do São Paulo terá o momento inicial para apresentar sua defesa. Depois, os conselheiros votam de maneira presencial e online. O voto híbrido foi determinado judicialmente após briga entre opositores de Casares e o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior.
Uma projeção à qual o Estadão teve acesso indica um cenário favorável para a aprovação do afastamento. São 254 conselheiros aptos a votar. Bastam 170 (dois terços) para que Casares seja afastado.
Para que a reunião seja válida, porém, é preciso que haja quórum de 75% dos conselheiros. Isso corresponde a 191 integrantes do Conselho Deliberativo.
Se aprovado, o impeachment de Casares vira pauta de uma assembleia geral de sócios. Nesta instância, basta maioria simples. Nos bastidores, se avalia que o presidente sofreria uma derrota neste ponto.
Por outro lado, caso não tenha aprovação hoje, o processo já é arquivado. Casares, se for afastado em definitivo, fica inelegível por 10 anos no São Paulo e deixa também o Conselho Consultivo, composto por presidentes e presidentes do Conselho Deliberativo. O Conselho de Ética ainda poderá determinar seu banimento.
Por isso também circulam aconselhamentos por uma renúncia. Até mesmo integrantes que ainda apoiam Casares teriam sugerido esse caminho. Foi o que fez o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, em 2015, após pressão política por um escândalo envolvendo repasses a terceiros nas categorias de base.
Na partida de quinta-feira, no MorumBis, o futebol dividiu atenção com a discussão sobre o impeachment. Torcedores protestaram com faixas cobrando renúncia e aprovação do afastamento.
O São Paulo nunca impichou um presidente. A história do clube, contudo, tem 10 renúncias de mandatários.