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Neymar reencontra o Remo no palco onde brilhou em 2010

Há 16 anos, camisa 10 liderava goleada acachapante em Belém pelo torneio nacional; cenário atual exige o mesmo protagonismo após empate na Vila

2 ago 2026 - 07h31
(atualizado às 07h31)
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Foto: Divulgação/Santos FC - Legenda: Craque tinha 18 anos e já demonstrava o tamanho de seu futebol / Jogada10

Após o empate sem gols na Vila Belmiro, o Santos decide o seu futuro na Copa do Brasil na próxima terça-feira (4), em Belém, pisando em um gramado que desperta recordações nostálgicas e altamente positivas para a torcida alvinegra. O confronto de volta contra o Remo, no Mangueirão, marca o reencontro de Neymar com o palco onde o craque, ainda no início da carreira, comandou uma das exibições mais emblemáticas da histórica geração de 2010. O retrospecto serve de combustível para o grupo atual, que precisa repetir a eficiência do passado para carimbar a vaga nas quartas de final após o empate por 0 a 0 no duelo de ida.

O baile dos Meninos da Vila

Em 18 de março de 2010, o Santos desembarcava na capital paraense sob enorme expectativa para enfrentar o mesmo Remo pela segunda fase da Copa do Brasil. Naquela noite, o time então comandado por Dorival Júnior aplicou um sonoro 4 a 0 nos donos da casa. Sob a batuta de um ataque avassalador, os gols foram marcados por André (2) e Neymar (2), que infernizou a defesa adversária com dribles rápidos e o irreverente estilo da época.

A saber, o regulamento da competição naquele ano permitia que a equipe visitante eliminasse a necessidade do jogo de volta caso vencesse a primeira partida por dois ou mais gols de diferença. A goleada categórica carimbou a classificação antecipada do Peixe e pavimentou o caminho daquela campanha mágica, que culminou no título inédito e de forma avassaladora do torneio nacional.

A dura realidade de 2026

Por outro lado, apesar das boas lembranças, o cenário que o Santos projeta para o meio de semana é consideravelmente mais complexo do que o passeio de dezesseis anos atrás. O Remo atual demonstra uma organização defensiva sólida sob o comando de Léo Condé. Sem dúvida, uma virtude evidenciada no ferrolho que segurou o ataque santista em plena Vila Belmiro.

De fato, com a eliminatória completamente aberta e sem a vantagem do gol qualificado, o time de Cuca precisará de paciência e contundência no último terço do campo. Caso o Neymar tenha a presença confirmada pelo departamento médico após a reavaliação física, a expectativa gira em torno de sua capacidade de decidir novamente o confronto em território paraense. Uma vitória simples garante a classificação direta do Santos, enquanto um novo empate levará a definição da vaga para as penalidades máximas.

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Jogada10
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