Ponte Preta recebe proposta de ajuda financeira de clube do Rio
Boavista, de Saquarema, propõe pagar os transfer bans da Macaca e emprestar de seis a dez jogadores para a reta final da Série B
A SAF do Boavista ofereceu ajuda financeira à Ponte Preta para quitar cerca de R$ 2,5 milhões em transfer bans e emprestar de seis a dez atletas para a Série B. Em grave crise e com debandada no elenco, a equipe paulista corre contra o tempo para fechar o acordo antes do fim da janela de transferências, visando registrar reforços e pagar pendências. As contrapartidas da negociação, intermediada com apoio do técnico Gilson Kleina, podem envolver empréstimo financeiro ou ativos de atletas.
A Ponte Preta pode contar com uma ajuda do Boavista, do Rio de Janeiro, para amenizar a grave crise financeira que afeta o clube campineiro. Afinal, a SAF do clube de Saquarema apresentou uma proposta que prevê aporte financeiro para quitar os três transfer bans da Macaca e também o empréstimo de jogadores para a reta final da Série B do Campeonato Brasileiro. A informação é do portal "ge".
As três punições (duas impostas pela Fifa e uma pela CNRD (Comissão Nacional de Resolução de Disputas) somam cerca de R$ 2,5 milhões. Sem dinheiro em caixa para quitar as dívidas, o clube de Campinas precisa resolver as pendências para voltar a registrar novos atletas.
A iniciativa partiu de Marcelo Pedroza, um dos presidentes da SAF do Boavista. Morador de Paulínia, na região de Campinas, ele integra o grupo de investidores da Arte da Bola, empresa que adquiriu 80% das ações do clube de Saquarema em novembro de 2024.
Ponte e Boavista iniciaram as conversas no fim da semana passada e avançaram na última terça-feira (8). O prazo também pressiona as negociações: a janela de transferências da CBF termina nesta sexta-feira, 11 de setembro. Caso consiga retirar as punições a tempo, a Macaca poderá registrar os reforços.
Assim, a proposta prevê ainda a chegada de seis a dez jogadores ao Majestoso. Para o Boavista, a parceria representa uma chance de aumentar a exposição de seus atletas em uma competição nacional de maior visibilidade.
Comandante passou pelo Boavista
Os clubes ainda negociam os detalhes da operação e as possíveis contrapartidas. Uma das discussões envolve a forma de pagamento: a Ponte pode tratar o valor como um empréstimo ou oferecer participação em futuras negociações de jogadores revelados pelo clube.
Além disso, o técnico Gilson Kleina ajudou no contato entre as instituições. Ele comandou o Boavista no início da temporada e participou da aproximação entre as partes.
Mesmo com a situação da Ponte na Série B praticamente irreversível, a comissão técnica busca alternativas para terminar a competição com um elenco mais competitivo. Nesse sentido, o clube perdeu 19 jogadores ao longo do campeonato por causa da crise financeira e hoje conta com poucas opções no grupo profissional.
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O problema chegou ao limite há duas rodadas, contra o América-MG. Diante da paralisação dos jogadores profissionais, a Macaca precisou recorrer às categorias de base para evitar um W.O. e escalou uma equipe formada exclusivamente por atletas revelados pelo próprio clube.
Além dos cerca de R$ 2,5 milhões necessários para retirar os transfer bans, Ponte e Boavista avaliam uma fórmula que permita direcionar parte do dinheiro para outras dívidas. Por fim, a proposta pode contemplar pagamentos a jogadores, integrantes do departamento de futebol e funcionários. O valor, porém, seria pequeno diante dos atrasos salariais acumulados e ainda não existe definição sobre esse ponto.
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