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Nino é sincero ao falar sobre sua negociação com o Palmeiras

7 out 2026 - 17h22
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Resumo
O zagueiro Nino, do Zenit, confirmou que recebeu propostas do Palmeiras e do Fluminense, clubes vistos com bons olhos para auxiliar no desenvolvimento do seu filho, que tem síndrome de Down. No entanto, o negócio com o Verdão não avançou porque a equipe russa só aceitava liberá-lo após a disputa do título nacional em junho, prazo que o clube paulista não pôde aguardar para reforçar seu elenco.

Nino confirmou que esteve na mira do Palmeiras em dezembro de 2025 e revelou detalhes das conversas que poderiam ter resultado em sua volta ao futebol brasileiro. O zagueiro, atualmente no Zenit, contou que o Verdão demonstrou interesse concreto em sua contratação, assim como o Fluminense, mas as condições impostas pelo clube russo impediram o avanço das negociações naquele momento.

Foto: Lucas Merçon - FFC. / Gávea News

"Em dezembro do ano passado, houve um interesse do Palmeiras e do Fluminense. Os dois clubes quiseram a minha contratação", revelou Nino. Além da questão esportiva, o defensor explicou que uma eventual volta ao Brasil também é analisada levando em consideração sua família, especialmente o desenvolvimento de seu filho Antônio, que tem síndrome de Down.

"A gente pensa e sabe que, para ele, estar no Brasil seja melhor para o desenvolvimento dele, da fala, como um todo. Desde o nascimento do Antônio, eu e minha esposa nunca fechamos porta para clube nenhum, porque a gente sabe que, em algum momento, vamos ter que priorizar o desenvolvimento dele à minha carreira profissional. Então, sempre deixamos as portas abertas", explicou o zagueiro.

Apesar da abertura do jogador para retornar ao país, o Zenit dificultou uma saída naquele período. Segundo Nino, o clube russo estabeleceu que somente aceitaria negociá-lo depois da definição do campeonato nacional. Como a disputa pelo título se estendeu até junho, o Palmeiras não tinha condições de esperar tantos meses para resolver uma necessidade do elenco.

"O Palmeiras e o Fluminense surgiram. A questão foi que, em dezembro do ano passado, quando os clubes chegaram, o Zenit falou que só me venderia se fosse campeão. O título só se resolveu em junho, então o Palmeiras não podia esperar até junho e desistiu da contratação", contou. Posteriormente, a postura dos russos mudou, mas dentro de condições próprias para uma eventual transferência.

"Pós-título, o Zenit disse que toparia vender, mas nas condições deles", completou Nino. Dessa forma, a tentativa palmeirense não avançou, apesar do interesse existente dos dois lados. Alexander Barboza, do Botafogo, foi o escolhido para reforçar o sistema defensivo palmeirense.

Gávea News
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