Após seguir sonho, Alex ama mais o Palmeiras em seu adeus
Ao ouvir o presidente Paulo Nobre lembrar sua história no Palmeiras, Alex se emocionou, até avisou que poderia chorar. O ex-meia recebeu convite para voltar ao clube no fim de 2012, quando o time lutava, em vão, para evitar o rebaixamento no Brasileiro, e seguiu um sonho de infância ao encerrar a carreira no Coritiba. O amor, porém, aumentou com a chance de realizar, às 21 horas (de Brasília) deste sábado, o seu jogo de despedida, no Allianz Parque.
"Vivi emoções absurdas em dezembro, mês do meu encerramento no Coritiba, e o convite do Palmeiras foi uma surpresa muito positiva, eu não esperava mais viver essa emoção com futebol. Eu já tinha um apreço e uma gratidão muito grandes pelo Palmeiras, imaginava que não poderia aumentar. Mas, realmente, aumentou demais. Agradeço eternamente ao Palmeiras e ao palmeirense. Que seja um jogo com felicidade mútua, para mim e o palmeirense", comentou.
Alex jogou no Palmeiras de 1997 a 2000, em 2011 e 2002, marcando sua história com a camisa 10 alviverde. Conquistou a Libertadores de 1999, da Copas do Brasil e Mercosul em 1998 e o Torneio Rio-São Paulo de 2000. É o maior artilheiro do clube na Libertadores, com 12 gols. Em 241 jogos pelo clube, deu 56 assistências e balançou as redes 78 vezes, a mais marcante delas aplicando chapéus no zagueiro Emerson e no goleiro Rogério Ceni no Morumbi, em 2002. Apesar de tanta história, preferiu atuar nas duas últimas temporadas como profissional pelo Coritiba, onde foi revelado.
"O Coritiba é o meu clube do coração, ia ao Couto Pereira quando criança ver os jogos, é uma relação diferente do carinho que tenho por Palmeiras e Cruzeiro. Voltei para o Coritiba para cumprir um sonho de menino, desde que virei profissional pensei em sair do Coritiba para um centro maior, depois Seleção, Europa e fechar no Coritiba. Se eu pensasse como jogador de futebol, teria optado por Cruzeiro ao Palmeiras, mas voltei da Turquia carregado de emoções e era hora de fechar o ciclo. Não me arrependo, tenho o Couto hoje como meu quintal", avisou, ressaltando sua história no Palmeiras, sem esquecer o título da Libertadores de 1999, derrotando nos pênaltis o colombiano Deportivo Cali.
"Quando o Zapata foi para a bola e jogou para fora, o Palestra Itália virou um buraco em que todos tentaram se jogar dentro do campo. Eu estava do lado da comissão técnica e cada um correu para um lado, os gandulas se batiam, parecia um strike. Até as 9 da manhã tinha palmeirense festejando na Turiassu. Essa imagem é bem viva para mim, parece que aconteceu na semana passada. Vivi outros momentos espetaculares aqui dentro, mas esse foi o maior", destacou.
Uma trajetória de sucesso iniciada como um desafio para alguém que chegou ao Palmeiras com 19 anos de idade. "Vim com a missão difícil de tapar o buraco deixado por Rivaldo e Djalminha. Nunca esqueço que a primeira pessoa que vi aqui foi o Galeano, uma bandeira palmeirense com um número de jogos absurdo, e ele falou: ‘muita sorte, não é uma situação simples’. Mas joguei durante três anos com jogadores fantásticos. E agora terei o presente de jogar com Djalminha e Rivaldo em um jogo como esse", contou.
Neste sábado, às 21 horas (de Brasília), ocorrerá no Palestra Itália o jogo entre Palmeiras de 1999 e Amigos de Alex, que se prepara para se conter. "Será um momento único. Mesmo com todas as emoções, vou tentar me controlar para desfrutar ao máximo", projetou.
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