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Motociclismo

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MotoGP: Quartararo avisa Yamaha: “Não quero desenvolver a moto para os pilotos de 2027”

Piloto francês diz que continuará trabalhando para a temporada atual, mas não pretende mais atuar como um piloto de testes da equipe

31 ago 2026 - 16h52
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Foto: Yamaha Racing

Fabio Quartararo decidiu colocar um ponto final em sua disposição de contribuir diretamente para o desenvolvimento da Yamaha para as próximas temporadas. O francês revelou, durante o fim de semana do GP de Aragão, que não pretende mais assumir o papel de piloto de testes para a equipe, especialmente depois de ter sido impedido de participar de um teste com os pneus Pirelli.

“Para o futuro, não estou em condições de ajudar. E, por razões pessoais, não quero ajudar.”

A relação entre o piloto e a equipe vem se desgastando ainda mais ao longo de 2026. O campeão mundial de MotoGP de 2021 já deixou claro em diversas oportunidades sua insatisfação com o desempenho da nova moto equipada com motor V4, que ainda não apresentou uma evolução esperada.

Essa situação ganhou um novo capítulo em Aragão. Segundo o piloto, a Yamaha não permitiu que ele participasse do teste de pneus Pirelli previsto para depois do GP da Áustria. A atividade faz parte da preparação para a nova era da MotoGP, que terá motores de 850cc a partir de 2027.

“Não sei se deveria dizer isso, mas vou dizer mesmo assim: eu queria fazer os testes na Áustria”, disse ele à imprensa francesa em Aragão.

“Mas, infelizmente, a Yamaha não quer que eu pilote com os pneus Pirelli. Eu queria fazer alguma coisa, mas eles não vão me deixar."

A decisão tem relação direta com o futuro de Quartararo. O piloto deixará a Yamaha ao fim de 2026 para defender a Honda na temporada de 2027, com isso, a equipe japonesa aparentemente optou por não permitir que seu principal piloto tenha acesso antecipado a informações importantes sobre os pneus que serão utilizados na nova era da categoria.

Quartararo, por sua vez, deixou claro que continuará colaborando caso exista alguma possibilidade de melhorar a moto ainda nesta temporada, mas não pretende se sacrificar por um projeto que será utilizado pelos pilotos da Yamaha a partir do próximo ano.

"Não quero desenvolver a moto para os pilotos de 2027. Então, se pudermos melhorar alguma coisa para este ano, eu farei isso. Mas não vou me esforçar ao máximo e agir como um piloto de testes, como fiz neste fim de semana.”

Mesmo diante das dificuldades da equipe nos últimos anos, o francês passou boa parte participando ativamente dos testes e tentando direcionar o desenvolvimento da M1. O problema é que, segundo o próprio piloto, a evolução da nova V4 ficou abaixo do esperado. Ele explicou que a Yamaha conseguiu produzir uma primeira versão competitiva do protótipo, mas não conseguiu dar os passos necessários nos meses seguintes.

“Esperava que fosse muito melhor do que está agora. [...] O problema foi que, em setembro, outubro e novembro, não demos passos adiante. Na verdade, temos um pacote muito parecido com a primeira moto que pilotamos”, avaliou.

A decisão de ambas as partes evidencia o desgaste de uma relação que já vinha se encaminhando para o fim. Enquanto Quartararo busca novos ares para a próxima temporada, a Yamaha terá de encontrar outras referências para desenvolver seu projeto para a próxima geração da MotoGP

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