Script = https://s1.trrsf.com/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Motociclismo

Publicidade

MotoGP: Preocupação com pneus Pirelli para 2027 reacende debate sobre pressão e punições

Problemas registrados na Indonésia reacendem o debate sobre as regras que podem continuar valendo na nova era da categoria

15 out 2026 - 16h08
Compartilhar
Exibir comentários
Foto: Pirelli

A chegada da Pirelli à MotoGP em 2027 já começa a gerar preocupação nos bastidores da categoria. Apesar da expectativa de que a mudança de fornecedora de pneus possa ajudar a resolver problemas enfrentados pelos pilotos nos últimos anos, declarações do ex-chefe de equipe Ramon Forcada indicam que as controversas regras de pressão dos pneus podem continuar mesmo com a nova fornecedora.

O assunto voltou a ganhar força durante o GP da Indonésia, marcado por situações em que os pilotos precisaram administrar o ritmo para manter a pressão do pneu dianteiro dentro dos limites regulamentares. Pedro Acosta foi um dos protagonistas desse cenário ao perder tempo na pista enquanto tentava elevar a pressão do pneu, chegando a acompanhar o ritmo de outros competidores em vez de manter sua velocidade habitual. A situação provocou críticas ao regulamento e reacendeu o debate sobre a influência dessas exigências no resultado das corridas.

O problema também havia afetado Jorge Martín, que perdeu a vitória na corrida Sprint após uma infração relacionada à pressão dos pneus. Atualmente, os pilotos precisam respeitar limites mínimos durante uma porcentagem determinada das provas. A exigência é de pelo menos 30% da distância em corridas Sprint e 60% na corrida principal. Quando o piloto não cumpre o requisito, a punição prevista é de oito segundos na Sprint e 16 segundos na corrida de domingo.

A principal preocupação está na possibilidade de a Pirelli não conseguir alterar significativamente esse sistema quando assumir o fornecimento de pneus da MotoGP na próxima temporada. Segundo Forcada, a fabricante teria interesse em modificar a forma de fiscalização, substituindo o atual modelo. Entretanto, a variação da pressão conforme a temperatura dos pneus e as condições de utilização torna a implementação de um método alternativo mais complexa.

“Pelo que ouvi, a Pirelli queria fazer algo completamente diferente." disse Forcada no podcast Duralavita

“Me disseram que haveria um regulamento, mas não existiriam punições pós-corrida nem mudanças nos resultados por causa das pressões."

"E esse procedimento é, na verdade, bastante simples: basta verificar antes e depois conferir novamente no grid. No entanto, fazer a verificação no grid é muito complicado, principalmente por causa da questão da temperatura. É como acontece com o combustível: ele é verificado uma hora antes da corrida e, nesse momento, os tanques são lacrados."

A mudança de fornecedora acontecerá em um momento importante para a categoria. A partir de 2027, as motos passarão a utilizar motores de 850 cilindradas, além de sofrerem alterações aerodinâmicas e perderem os dispositivos de ajuste de altura. Essas mudanças devem modificar o comportamento das motocicletas e as cargas exercidas sobre os pneus, oferecendo à Pirelli uma oportunidade de desenvolver compostos adaptados às novas exigências técnicas.

A Pirelli atualmente fornece pneus para o Mundial de Superbike (WorldSBK) e para a Moto2, embora, segundo informações, o projeto desenvolvido para a MotoGP não seja baseado em nenhum desses modelos. Ainda assim, a tecnologia deverá seguir princípios semelhantes.

Em teoria, a fabricante italiana poderá desenvolver um pneu dianteiro menos suscetível aos efeitos do calor e das cargas, que afetam o atual pneu dianteiro da Michelin.

A Michelin planejava introduzir um pneu dianteiro desenvolvido para evitar os problemas de pressão em 2026, antes de abandonar o projeto. Um protótipo foi levado aos testes de Misano em 2024, com o objetivo de ser utilizado a partir de 2025. Porém, as equipes dedicaram apenas meia hora aos testes, período considerado insuficiente para garantir sua introdução com segurança conforme o planejamento original.

A implementação foi então adiada para 2026, antes de o projeto ser definitivamente cancelado, já que a Michelin não teve seu contrato com a MotoGP renovado para além de 2026. Se a categoria tivesse trabalhado mais com as equipes para garantir testes mais completos daquele pneu na época, essa situação que surgiu na Indonésia poderia ter sido totalmente evitada.

Parabólica
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra