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Match Race retoma espaço na vela brasileira com etapa em Brasília

Iate Clube de Brasília recebe três dias de regatas e atividades técnicas.

1 out 2026 - 17h52
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Resumo
A Academia Brasileira de Match Race realiza etapa no Iate Clube de Brasília para impulsionar a retomada da modalidade no país. Unindo competição e formação, o evento utiliza veleiros Ranger 22 em confrontos diretos no Lago Paranoá, além de promover clínicas táticas e treinos para atletas e árbitros. Liderada tecnicamente por Tatiana Almeida e apoiada pela CBVela, a iniciativa busca capacitar novas gerações de velejadores e expandir o quadro da arbitragem nacional com análises práticas.
Ranger
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Foto: Acervo ICBrasília | Divulgação / Esporte News Mundo

A retomada do Match Race no Brasil terá mais uma etapa de sexta-feira (2) a domingo (4), no Iate Clube de Brasília, em Brasília (DF). A Academia Brasileira de Match Race chega ao Lago Paranoá depois de passar por São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS) ao longo de 2026.

O projeto combina competição e formação. Além das regatas, a programação inclui treinos, clínica de tática, aulas, debriefings e atividades destinadas à capacitação de velejadores e árbitros.

A modalidade utiliza o confronto direto como base. A cada regata, apenas dois barcos disputam entre si, transformando o posicionamento em relação ao adversário em uma das principais variáveis da prova.

"Como o match ficou morto por muitos anos, as novas gerações não entendem essa disciplina. Então precisamos ensinar a diferença entre o match e uma regata de flotilha. O apêndice C do livro de regras determina as alterações nas regras para essa disciplina. Mas só falar não é suficiente para entrar no sangue. Tem que vivenciar. Então a academia, além das aulas teóricas online antes dos eventos, disponibiliza um técnico para todas as equipes, para ajudar tanto na água quanto no pós-regata", explica Tatiana Almeida.

As regatas serão arbitradas diretamente na água e utilizarão as Regras de Regata a Vela 2025-2028 da World Sailing e o Apêndice C, específico para Match Race.

A programação começa na sexta-feira (2), às 9h30, com treinamento nos barcos. Depois serão realizadas reunião entre participantes, árbitros e Comissão de Regata e o sorteio das embarcações. Os primeiros confrontos estão previstos para as 14h.

No sábado (3), as atividades começam novamente às 9h30. Uma clínica de tática de Match Race será realizada às 19h. No domingo (4), a primeira regata está prevista para as 9h30, com limite de 12h30 para o último sinal de atenção e premiação posteriormente.

Ranger 22 será utilizado nos confrontos

A etapa contará com barcos da flotilha Ranger 22 do Distrito Federal. Bacurau, Hora Extra, Portuense e Dolphin serão utilizados nas regatas, enquanto o Vida estará disponível como reserva.

Os barcos são sorteados entre as equipes antes dos confrontos. Esse formato reduz a possibilidade de escolha de uma embarcação específica e coloca a adaptação da tripulação entre os elementos da competição.

Com cerca de 6,7 metros de comprimento, o Ranger 22 é utilizado tanto em disputas quanto em formação de velejadores. As regatas poderão acontecer com ou sem balão, de acordo com a determinação da Comissão de Regata.

As Instruções de Regata também limitam modificações em equipamentos e regulagens, estabelecendo condições semelhantes para a utilização das embarcações.

"Tatiana Almeida é hoje, no quadro de juízes internacionais, uma das mais bem preparadas e atuantes. Ao elaborarmos o projeto de retomada de Match Race no Brasil, fomos buscar nela o que há de mais atual na regra e nos formatos de competições. Ela foi além das expectativas, tornando-se um grande pillar desse projeto. Sua determinação em elevar sempre mais o nível das regatas e dos quadros técnicos nacionais tem auxiliado a vela como um todo, desde o Optimist, até a vela de Oceano", afirma Kadja Brandão.

Formação dentro da competição

O desenvolvimento dos árbitros acontece simultaneamente à formação dos competidores. De acordo com Tatiana Almeida, o país possui atualmente cinco árbitros nacionais de Match Race.

As etapas anteriores tiveram ações específicas. Em São Paulo (SP), foi realizada uma clínica da World Sailing para árbitros de Match Race. Porto Alegre (RS) recebeu um seminário com avaliações teórica e prática.

"Precisávamos formar mais árbitros também. Desta forma, fizemos clínicas com aulas teóricas antes do campeonato e práticas durante o campeonato para que os árbitros pudessem praticar. Isso em São Paulo. Então trouxemos uma clínica da WS em São Paulo específica para árbitros de Match Race. Já em POA, tivemos o seminário de árbitros, onde houve a prova teórica e a prova prática", explica Tatiana Almeida.

O processo continua em Brasília. Ao término das regatas, árbitros e velejadores participarão de debriefings para analisar as situações vivenciadas na água.

A proposta permite que a mesma situação seja observada sob as perspectivas de quem compete e de quem aplica as regras durante os confrontos.

"A idéia é renascer com match race no Brasil, ensinando a disciplina pros novos velejadores q não viveram a época de outro do match race, e trazer de volta os velejadores experientes. O match race enriquece o velejador de tal forma que ele se destaca em termos de tática, rapidez de raciocínio, trabalho em equipe…", completa Tatiana Almeida.

A organização da etapa é da Confederação Brasileira de Vela, Academia Brasileira de Match Race, Iate Clube de Brasília e Flotilha Ranger 22 do Distrito Federal.

Sobre a Academia Brasileira de Match Race

A Academia Brasileira de Match Race é um projeto voltado à retomada e ao desenvolvimento da modalidade no país, com atuação na formação de velejadores e árbitros. A iniciativa combina aulas teóricas, acompanhamento técnico e competições em diferentes regiões do Brasil, aproximando novas gerações do Match Race e contribuindo para a ampliação do quadro técnico nacional. O projeto tem apoio da CBVela.

Esporte News Mundo
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