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Libertadores: histórico de confronto entre River x Boca neste século

Xeneizes e Millonários se enfrentaram seis vezes desde 2001. River Plate leva a melhor, com dois triunfos, incluindo um numa decisão

1 out 2019
15h05
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O maior clássico do futebol argentino e um dos maiores do mundo será disputado pela sétima vez no século XXI na noite desta terça-feira, às 21h30, no Monumental de Nuñez, abrindo a semifinal da Libertadores da América. River Plate e Boca Juniors se enfrentaram três vezes pelo mata-mata da competição desde 2001. Por ora, melhor para os Millonarios, que levaram a melhor em duas oportunidades, em 2015 e 2018. Os Xeneizes triunfaram em 2004. O LANCE! relembra como foram esses confrontos.

EM 2004, EXPULSÃO DE GALLARDO E PROVOCAÇÃO DE TEVEZ MARCARAM OS CLÁSSICOS

River Plate levou a melhor sobre o rival na final em Madri, no ano passado (AFP)
River Plate levou a melhor sobre o rival na final em Madri, no ano passado (AFP)
Foto: Lance!

Gallardo foi expulso no primeiro jogo da semifinal de 2004 (Foto: Divulgação/Boca Juniors)

Os dois rivais se encontraram pela primeira vez no século XXI na Libertadores em 2004. Era a semifinal do torneio e o Boca Juniors defendia o título, conquistado no ano anterior contra o Santos. Os Xeneizes eram o grande time do momento no futebol sul-americano, já que também tinham conquistado a competição em 2000 e 2001, abrindo, então, quatro troféus de vantagem ao River. No jogo de ida, na Bombonera, o Boca venceu por 1 a 0 com gol de Schiavi, em partida marcada por três expulsões. Uma delas foi justamente de Marcelo Gallardo, hoje técnico do River. Ele deu um soco no goleiro Abbondanzieri no primeiro tempo e recebeu o cartão vermelho direto. O lateral-esquerdo Schiavi foi o autor do gol.

A volta também foi quente e rolaram mais três expulsões. O River abriu o placar com Lucho González, mas, aos 45 minutos do segundo tempo, Tevez empatou e frustrou o Monumental de Nuñez. Na comemoração, o atacante, então com 20 anos, provocou a torcida imitando uma "galinha", apelido pejorativo na qual a torcida do Boca se refere ao River. O árbitro da partida não exitou em dar expulsar Carlitos. O River ainda teve forças para empatar, com o zagueiro Ariel Nasuti. No entanto, nos pênaltis, melhor para o Boca, que triunfou por 5 a 4. Maxi López, ex-Vasco, perdeu o pênalti decisivo à equipe Millonária.

Na decisão, o Boca Juniors foi derrotado para a surpresa Once Caldas, da Colômbia.

DRONE, CONFUSÃO E DUELO SUSPENSO

Torcedores do Boca lançaram um spray de pimenta nos jogadores do River (Foto: Juan Mabromata/AFP)

Onze anos depois, Boca e River voltaram a se enfrentar pela Libertadores. Com a sombra da eliminatória da Sul-Americana de 2014 nas costas, vencida pelo River, as equipes entraram em campo nas oitavas de final de 2015. O River venceu a ida por 1 a 0 em casa, gol de pênalti de Carlos Sánchez, atual jogador do Santos. Até aí, nenhum problema. O segundo jogo que foi repleto de polêmica e confusão, como é praxe no Superclássico.

Antes da bola rolar, um drone que ilustrava um fantasma circulou na Bombonera. A provocação da torcida do Boca ao rebaixamento do River para a segunda divisão da Argentina em 2012 rodou o mundo. Só um prenúncio do que viria pela frente. A volta para o intervalo foi marcada pelo fato dos jogadores do River terem sido atingidos por spray de pimenta no vestiário.

Câmeras da emissora flagraram que um torcedor do Boca foi responsável por atirar o spray no túnel de acesso do vestiário. Vangioni, Funes Mori e Ponzio foram atingidos e, além da irritação no rosto, ficaram até mesmo com marcas vermelhas no corpo. O duelo foi suspenso e, dias depois, a Conmebol decretou vitória do River, que viria a ser o campeão ao final da edição.

FINAL EM MADRID E RIVER CAMPEÃO

Em Madrid, River sagrou tetracampeão da Libertadores em 2018 (AFP)

Para muitos, a maior final de torneios de clubes da história. River e Boca eliminaram, respectivamente, Grêmio e Palmeiras e decidiram a Libertadores da América em 2018. Na Bombonera, o primeiro jogo terminou empatado por 2 a 2. O jogo final quase não aconteceu. Marcado para o sábado, 24 de novembro, ela foi adiada inicialmente depois de uma confusão envolvendo o ônibus do Boca Juniors, alvejado na chegada ao Monumental de Nuñez.

No domingo, o clube enviou um pedido formal à Conmebol para que o jogo tivesse uma nova data, argumentando que não tinha condições psicológicas de entrar em campo. Na teoria, ela seria disputada na semana seguinte, mas autoridades do país pediram para que não acontecesse devido à reunião da cúpula do G-20 em Buenos Aires.

A partir daí foi uma novela. O Boca Juniors tentou levar os acontecimentos para o tribunal e pedir a anulação do confronto e a consequente vitória, baseando-se no que aconteceu em 2015. A Conmebol informou que Buenos Aires não teria condições de segurança suficiente para organizar o jogo e decidiu levá-lo para fora do país. Uma espécie de "leilão" foi feito por cidades como Doha, Assunção e Madrid, que levou a melhor.

Então, no dia 9 de dezembro, River e Boca finalmente fizeram a final, em pleno Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid. Nas quatro linhas, deu Millonários. Bennedeto abriu o placar ao Boca, mas Pratto empatou no segundo tempo. Na prorrogação, brilhou a canhota de Quinteros, que virou a partida. No final, Pity Martinez sentenciou a vitória e o tetracampeonato do River Plate.

Lance!
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