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Da herança da perda de jogadores ao título: Eduardo Baptista relembra temporada do Mirassol ao L!

Em entrevista ao LANCE!, Eduardo Baptista destaca a importância do confronto contra o Caxias, na segunda fase, e também revela a meta do Mirassol na Série C

2 mar 2021
07h03
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O Mirassol foi o campeão da Série D de 2020 (Foto: Léo Roveroni/Mirassol FC)
O Mirassol foi o campeão da Série D de 2020 (Foto: Léo Roveroni/Mirassol FC)
Foto: Lance!

A história do Mirassol na temporada de 2020 é uma daquelas daria um filme de cinema. A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus afetou a todos os clubes, e, com o Leão, não foi diferente. Durante a paralisação do Paulistão, o time até então comandado por Ricardo Catalá chegou a perder 18 jogadores.

Mesmo com tantos desfalques, a equipe fez uma campanha surpreendente, bateu o São Paulo por 3 a 2 e terminou a competição na terceira colocação do Estadual. Contudo, Ricardo Catalá deixou o Mirassol para assumir o Guarani.

A missão de comandar o Leão na Série D coube, então, a Eduardo Baptista, que chegou ao clube do interior de São Paulo pouco mais de duas semanas antes do começo da competição. Para a estreia, no dia 20 de setembro, o elenco contava com três remanescentes do Paulistão e 12 reforços. Além disso, seis jogadores foram promovidos das categorias de base, o que deixou o time com uma média de apenas 22 anos de idade.

- Realmente foi uma conquista única, é um campeonato muito difícil, talvez o mais difícil que eu tenha disputado por vários aspectos. Quando chegamos aqui (no Mirassol), tínhamos 15 dias (para preparar o elenco para a estreia na Série D). Aquele time do Mirassol que tinha ficado em terceiro lugar do Campeonato Paulista praticamente se desfez. - disse Eduardo Baptista em entrevista ao LANCE!.

- A gente sabia que tinha um grupo muito forte e que tínhamos que montar um time competitivo. Então, essa foi a primeira ideia de planejar e de organizar a equipe, e de jogar uma fase muito difícil, muito difícil mesmo. Mas o encaixe se deu muito rapidamente, facilitou bastante o entendimento dos meninos, conseguimos bons resultados e aí conforme foi se desenhando uma classificação para próxima fase, nós já começamos a monitorar alguns jogadores mais experientes que poderiam nos ajudar.

Este é o terceiro título da história do Mirassol e o primeiro em âmbito nacional (Foto: Marcos Freitas / Agência Mirassol)
Este é o terceiro título da história do Mirassol e o primeiro em âmbito nacional (Foto: Marcos Freitas / Agência Mirassol)
Foto: Lance!

Eduardo Baptista revelou que, na primeira conversa com a diretoria, a ideia era montar um time competitivo para a próxima edição do Campeonato Paulista. No entanto, ele destacou a importância do Campeonato Brasileiro não só pela briga pelo acesso, como também para dar amadurecimento aos atletas e aproveitá-los no Paulistão.

- Nós não tínhamos nem uma base pronta ainda, mas nós aceleramos o trabalho e a busca por atletas e por jogadores que pudessem vir a nos ajudar. Aí, quando as coisas começaram a se desenhar, a equipe ganhou um corpo. O acesso era o grande objetivo, mas sempre falei pros atletas "quando a gente briga por um acesso, você tem que mirar o título porque se você errar o título, o acesso está mais fácil".

Um dos jogos mais difíceis do Mirassol foi na segunda fase, primeira fase mata-mata da Série D, contra o Caxias, que foi vice-campeão gaúcho em 2020. No jogo de ida, vitória do time gaúcho por 1 a 0, na volta vitória do time do interior do São Paulo pelo mesmo placar. Nos pênaltis, por 3 a 0, o Mirassol garantiu a classificação para fase oitavas de final, contra o Brasiliense.

- Foi neste jogo que as coisas sinalizaram bem para gente. O momento que nós vimos que o acesso ficou muito próximo foi no segundo tempo do primeiro jogo contra o Caxias. Estávamos perdendo de 1 a 0, mas tínhamos todo o domínio da partida, e tivemos um zagueiro expulso. Aí jogamos praticamente 45 minutos com um jogador a menos.

- Quando nós passamos pelo Caxias, nos enchemos de confiança. Se a gente ainda tinha alguma dúvida, elas se esgotaram. Continuamos trabalhando, vieram adversários difíceis também, mas vimos que tínhamos eliminado um grande rival que estava preparado para acesso. Aí a equipe ganhou muita força e confiança. Talvez, se o Caxias passasse do Mirassol, estariam no nosso lugar hoje (teriam sido campeões) sem sobra de dúvidas.

MELHOR DEFESA E ATAQUE DO GRUPO 7

A primeira fase da Série D de 2020 foi elaborada com 64 times divididos em oito grupos - portanto, foram oito grupos cada qual com oito times. O Mirassol se classificou para a próxima fase com a melhor marca de gols feitos e de gols sofridos do grupo 7. Em 14 rodadas disputadas foram 31 gols pró e nove gols contra.

- Quando a gente fala em defesa, às vezes, muita gente culpa zagueiro, volante, mas a defesa começa lá no centroavante. Lógico que cada um tem peso de responsabilidade em marcação, a responsabilidade do 9, lógico que não é a mesma do 3 e do 4, dos zagueiros, mas todos tem uma responsabilidade. Esse comprometimento foi muito importante.

Partida da final do jogo da ida aconteceu no Estádio Carlos de Alencar por incêndio que se abateu na Arena Castelão (Foto: Ronaldo Oliveira/Floresta)
Partida da final do jogo da ida aconteceu no Estádio Carlos de Alencar por incêndio que se abateu na Arena Castelão (Foto: Ronaldo Oliveira/Floresta)
Foto: Lance!

DE OLHO NA SÉRIE C

O início da Série C de 2021 está agendado para o dia 30 maio. Sobre o planejamento para o campeonato, Baptista revelou que o planejamento é buscar o acesso. A ideia, segundo ele, é montar uma equipe competitiva.

- A gente sabe bem que se você consegue uma pontuação alta, se você consegue chegar bem no Paulistão, a tendência de você perder essa equipe é muito grande. Haja vista que equipes de Série A e B monitoram o Campeonato Paulista. Acontece o que aconteceu no ano passado com o próprio Mirassol.

- Temos o planejamento de fazer um Paulistão forte, estamos tentando montar um time com todos com contrato até o final de 2021, para que a gente possa se perder alguém, ter uma base para iniciar a Série C. A nossa grande dificuldade no início da Série D foi não ter tido uma base. Nós montamos um time durante a competição. A ideia é que chegue na Série C, ao fim do Paulista, que você tenha, na pior das hipóteses, um esqueleto, um início para você começar a disputa e brigar pelo acesso.

*estagiário sob a supervisão de Aigor Ojêda

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Lance!
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