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Félix Torres vai dar bom lucro ao Inter

28 jul 2026 - 20h57
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A participação de jogadores do Internacional na Copa do Mundo de 2026 representou também um respiro financeiro ao Colorado. Pelas estimativas do Programa de Benefícios aos Clubes da FIFA, fundo financeiro que compensa os clubes de futebol pela cessão de seus atletas, Félix Torres aparece com maior potencial de arrecadação pelo período em que esteve à disposição da seleção do Equador.

Foto: Felix-Torres-Inter ( Divulgação/Internacional) / Gávea News

O defensor somou 38 diárias durante o Mundial e representa a maior parcela do valor projetado para o Inter, com cerca de R$ 950 mil. Já Sergio Rochet, também cedido pelo clube para a competição, acumulou outras 34 diárias pelo Uruguai. Ao todo, a dupla pode garantir aproximadamente R$ 1,8 milhão ao Internacional, ou seja, média de R$ 900 mil por atleta.

A diferença entre os valores está diretamente ligada ao tempo de permanência dos jogadores, visto que a Fifa prevê cerca de US$ 5 mil por dia para cada atleta cedido. Félix Torres acumulou quatro diárias a mais que Rochet e, por isso, aparece como o principal responsável pela quantia estimada para o clube.

No Brasil, Flamengo e Palmeiras aparecem entre as equipes com maior faturamento pelo número de atletas enviados ao torneio. O Rubro-Negro foi o clube brasileiro que mais cedeu jogadores para a Copa, com nove convocados, enquanto o Alviverde teve sete representantes.

Programa de Benefícios aos Clubes da FIFA

Apesar dos pagamentos, a compensação diária da FIFA ficou menor em comparação com a edição de 2022. Isso porque na edição do Catar o valor era de aproximadamente US$ 10.950 por atleta, cerca de 50% acima da estimativa atual.

A redução diária individual se dá especialmente porque o programa ampliou o volume total destinado aos clubes. Novo recorde da iniciativa, o montante global passou de US$ 209 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) para US$ 355 milhões (R$ 1,8 bilhão).

A mudança aconteceu por causa de uma nova divisão dos recursos. Pela primeira vez, a FIFA reservou US$ 100 milhões (R$ 513 milhões) para indenizar os clubes que liberaram jogadores durante todas as fases das Eliminatórias para o Mundial.

Além disso, a expansão da Copa do Mundo para 48 seleções aumentou o número de "dias-jogador" necessários para contemplar toda a competição. Com mais atletas envolvidos, a entidade diluiu a verba destinada exclusivamente à fase final, que ficou em US$ 250 milhões reservados para esse período.

Gávea News
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