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Parente de Gobbi, torcedor corintiano avisa que não repetirá liminar

28 fev 2013 - 13h04
(atualizado às 13h22)
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<p>Armando José Terreri Rossi Mendonça (esq.) é parente de Mário Gobbi</p>
Armando José Terreri Rossi Mendonça (esq.) é parente de Mário Gobbi
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Armando e Milton Mendonça, dois dos quatro torcedores que, através de uma liminar na Justiça, assistiram à vitória do Corinthians sobre o Millonarios, no Pacaembu, na noite desta quarta-feira, são parentes do presidente Mário Gobbi, de acordo com informações da ESPN Brasil. Primo de terceiro grau do mandatário, Armando, no entanto, rechaçou vínculo com a diretoria do clube.

"Eu sou sócio do Corinthians há mais de sete anos, mas não tenho nenhuma ligação política com o clube. Sou apenas um corintiano como outro qualquer. Também não sou de nenhuma torcida organizada. Sou parte da torcida que quer paz nos estádios. Sem violências e tragédias", assegurou Armando Mendonça à Rádio Jovem Pan na tarde desta quinta-feira.

Segundo a própria Polícia Militar, os quatro torcedores entraram no Pacaembu contra a vontade da cúpula alvinegra, que teme por novas punições da Conmebol, após esta decretar portões fechados em todos os jogos como mandante na Copa Libertadores. Um julgamento, com prazo de 60 dias, pode reverter a situação.

Com mais duas partidas sob os seus domínios pela frente, contra o Tijuana, no próximo dia 13 de março, e o San José, no dia 14 de abril, o Corinthians espera que os outros torcedores não se motivem com o episódio e tentem, na Justiça comum, mais liminares. Armando, pelo menos, garantiu que não vai frequentar as imediações do Paulo Machado de Carvalho nos dois próximos duelos.

"Não tenho mais esse direito. Porque, ainda no último mês de dezembro, comprei o ingresso só para este primeiro jogo. Se for comprar para o restante agora, não dá", explicou o torcedor, que viu as redes sociais se dividirem com opiniões adversas sobre a ida dos quatro ao estádio: enquanto uns apoiaram o "direito", outros se lembraram da morte do boliviano Kevin Spada, de 14 anos.

Na última semana, durante o encontro entre San José e Corinthians, em Oruro, na Bolívia, um sinalizador marítimo, com origem na torcida corintiana, atingiu o olho de Kevin, que morreu pouco tempo depois. A entidade máxima do futebol sul-americano, então, decidiu deixar os portões dos estádios fechados aos alvinegros, até mesmo na condição de visitantes.

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