Leila Pereira rebate Bap e defende 'interesses' do Palmeiras: 'Não compro o Vasco nem a Netflix'
Presidente alviverde mantém posição contrária às declarações do rival rubro-negro em meio a discordância sobre divisão de receitas da Libra
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, rebateu as acusações de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, mandatário do Flamengo, após reunião em que alfinetou os clubes rivais que fazem parte da Libra durante reunião no Conselho Deliberativo. Em declaração nesta quarta-feira, ela reiterou que o time alviverde honrará os contratados assinados pelo bloco e se defendeu após ter seu nome ligado a uma possível compra da SAF do Vasco.
"O presidente Bap tem razão quando diz que eu tenho uma agenda muita clara. Afinal, todos sabem que defendo os interesses do Palmeiras sem tentar asfixiar os meus adversários, que eu trabalho arduamente pelo crescimento do futebol brasileiro e que honro todos os contratos assinados pelo clube, incluindo os das gestões anteriores", disse a mandatária.
O Palmeiras estuda uma ação na Justiça para ter acesso aos valores, que são referentes ao Campeonato Brasileiro de 2025 e seria o segundo depósito realizado pela emissora. O primeiro ocorreu em 25 de julho, no total de R$ 76,6 milhões. Ainda restariam mais duas parcelas.
Em 2024, a Libra fechou com a Globo, em contrato até 2029, com valor anual de R$ 1,17 bilhão, mais uma variação referente ao serviço de pay-per-view Premiere. O dinheiro teria a seguinte divisão: 40% iguais para todos da primeira divisão, 30% segundo a posição na tabela e 30% por audiência.
O Flamengo alega que entrou com ação na Justiça para evitar "prejuízos adicionais", ressaltando que os critérios da divisão de receitas por audiência "não reconhecem o poder gerador de recursos financeiros" pelo clube. Neste ano, em entrevista à Flamengo TV, o presidente BAP, afirmou que não aceitaria ganhar somente "três vezes mais" do que os times menores do bloco.
Atualmente, o bloco é formado por ABC, Atlético-MG, Bahia, Brusque, Grêmio, Guarani, Paysandu, Red Bull Bragantino, Remo, Sampaio Corrêa, São Paulo, Santos, Vitória e Volta Redonda, além de Palmeiras e Flamengo. Existe a possibilidade, com o incômodo das demais partes, que sejam estudadas maneiras de retirar o clube rubro-negro do bloco.
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