Com "coração na mão", Love diz que não tinha desejo de sair do Fla
O presidente Eduardo Bandeira de Mello e o atacante Vagner Love fizeram um rápido pronunciamento na noite deste sábado, na Gávea, no qual falaram sobre a saída do jogador do Flamengo. Enquanto o mandatário praticamente repetiu o que já tinha anunciado em uma nota oficial, o atacante surpreendeu e disse que não tinha vontade de sair do clube.
Primeiramente Vagner Love se esforçou para negar qualquer rusga com a atual diretoria: "disseram muitas cosias antes dessa saída, que eu estava chateado com a diretoria. Não houve nada disso. Inclusive é a segunda vez que estamos nos encontrando. Recebemos essa proposta, conversamos e concordamos que seria melhor para mim", explicou ele.
Depois, Love mostrou estar triste com a situação: "saio do Flamengo com o coração na mão. Sempre fui Flamengo e não era o meu desejo sair. Tenho certeza que minha história no Flamengo não acabou. Espero voltar", avisou o jogador.
Já o presidente apenas explicou que o clube recebeu uma oferta do CSKA, da Rússia, e optou pela negociação. "Infelizmente, estamos aqui para dar uma notícia não muito boa. Recebemos uma proposta do CSKA e entendemos que era boa para as duas partes e resolvemos então aceitar", simplificou ele.
Bandeira de Mello também negou qualquer problema pessoal com Love: "quero deixar claro que tenho o maior respeito pelo Vagner Love, que foi um atleta que sempre respeitou o clube de maneira absolutamente correta. É um ídolo da torcida, meu ídolo, ídolos dos meus filhos e gostaria de desejar sorte a ele. Gostaria de estar junto para anunciar a volta dele ao Flamengo", disse o mandatário.
Ele não explicou, porém, como ficou a questão da pendência relativa a compra do jogador, adquirido no início do ano passado pela gestão de Patricia Amorim. O Flamengo pagou apenas uma das seis parcelas da negociação com o CSKA no valor de 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 3,7 milhões). A segunda venceu em dezembro e não foi quitada.
Em janeiro, o Flamengo acertou com o CSKA, da Rússia, o preço de dez milhões de euros (R$ 25,1 milhões) pela transação do atacante. Desse total, 1 milhão de euros (R$ 2,5 milhões) foi pago à vista. Os outros nove milhões de euros (R$ 22,6 milhões) transformaram-se em seis parcelas de 1,5 milhão de euros (R$ 3,7 milhões) com vencimento marcado para os meses de agosto e dezembro de cada ano até 2014.
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