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Futebol Internacional

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Presidente honorário de federação anuncia intenção de disputar a presidência da FIFA

Kozo Tashima, da Associação Japonesa de Futebol, tem apoio de associações e federações da UEFA e pode ganhar assinaturas de federações asiáticas

5 nov 2026 - 10h41
(atualizado às 10h41)
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Resumo
Kozo Tashima, presidente honorário da Associação de Futebol do Japão, anunciou sua pré-candidatura à presidência da FIFA contra Gianni Infantino para a eleição de março de 2027. Ex-jogador e membro do Conselho da entidade, Tashima conta com a simpatia da UEFA e de federações asiáticas, opondo-se à atual gestão. Defendendo integridade, governança justa e transparência na distribuição financeira entre as federações, o dirigente busca os cinco apoios necessários para oficializar sua chapa.
Kozo Tashima, à esquerda, e Gianni Infantino, ao centro, durante partida entre Alemanha e Japão pelo grupo E da Copa do Mundo de 2022, no Catar -
Kozo Tashima, à esquerda, e Gianni Infantino, ao centro, durante partida entre Alemanha e Japão pelo grupo E da Copa do Mundo de 2022, no Catar -
Foto: Claudio Villa/Getty Images / Esporte News Mundo

O presidente honorário da Associação de Futebol do Japão (JFA), Kozo Tashima, anunciou que tem a intenção de disputar a presidência da FIFA contra Gianni Infantino em março de 2027, em eleição que acontecerá em Rabat, no Marrocos. O dirigente e ex-jogador, que também é membro do Conselho da entidade, é o segundo a se manifestar antes do prazo de apresentação da candidatura, 18 de novembro, pouco menos de um mês após o ex-Tottenham Ramon Vega.

Tashima, segundo o site inglês The Guardian, tem amplo respeito dos dirigentes da UEFA e teria definido sua intenção de disputar o pleito "com a bênção" da entidade europeia, que lidera a oposição ferrenha contra o atual presidente da FIFA tanto após sua aproximação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes e durante a Copa do Mundo de 2026, quanto em relação ao episódio envolvendo a reversão da expulsão de Balogun e, principalmente, após a entidade europeia revelar o plano do suíço-italiano de vender 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo através da subsidiária Fifa Forward Enterprise (FFE).

Tashima ainda precisa juntar os apoios de cinco associações, número mínimo para concorrer ao pleito da FIFA. No entanto, segundo o site japonês Sports Nippon, há chances de receber apoio amplo de federações e associações do Sudeste Asiático que, somados ao apoio dos europeus, o ajudaria a encaminhar sua candidatura e ser um forte adversário contra Infantino.

O presidente honorário da JFA, em declaração ao Sports Nippon, reforçou o apoio da entidade japonesa e suas intenções com a candidatura: "Estou grato por poder fazer este anúncio com o apoio integral da JFA. Não se trata de ganhar ou perder, mas sim de transmitir ao mundo a postura honesta, sólida e íntegra que o futebol japonês construiu. O que a FIFA precisa agora são esses valores que defendemos. Decidi concorrer para levar isso ao mundo".

Tashima também reforçou: "No momento, não vejo ninguém que possa desafiar o presidente Infantino. Achei que seria a pior coisa para ele retornar à presidência sem uma eleição, então tomei a decisão na semana passada. A FIFA está sendo testada quanto à sua capacidade de se autocorrigir. Precisamos retornar a uma FIFA justa e imparcial. Ganhar dinheiro é importante, mas a distribuição desse dinheiro deve ser discutida minuciosamente por todas as 211 associações membros, e a governança que é realizada por decisões arbitrárias de poucos está errada. Quero voltar ao caminho certo".

Carreira de Tashima

Kozo Tashima nasceu em novembro de 1957, na cidade e Amakusa, no distrito de Kumamoto, mas cresceu em Tóquio. Tashima, que atualmente tem 68 anos, foi campeão nacional pela escola Urawa-South e estudou Ciências do Esporte na Universidade de Tsukuba.

Seu primeiro e único clube no futebol profissional foi o Furukawa Electric (atual JEF United Chiba), onde atuou por três temporadas, de 1980 a 1982, em 46 partidas, marcando sete gols no total. Pela Seleção Japonesa, foram sete jogos e um gol.

Tashima se aposentou em 1983, após ser dispensado da Seleção Japonesa e começar a perder a motivação para jogar. Com isso, foi para a Alemanha Ocidental e estudou na Universidade Alemã de Esportes de Colônia de 1983 a 1986, onde tirou a licença B de treinador. Quando voltou ao Japão, virou professor de pós-graduação da Universidade de Tsukuba, treinou a equipe universitária e, anos depois, teve passagens como professor e técnico nas univeridades Rikkyo e de Tsukuba.

Sua mudança para se tornar dirigente se deu em 1993, quando virou membro do Comitê de Fortalecimento da Associação Japonesa de Futebol e, no ano seguinte, se tornou vice-presidente da entidade, ocupando também os cargos de membro do Comitê de Treinamento e Vice-Presidente do Comitê Técnico.

Tashima ainda voltou ao posto de treinador em 1999, quando assumiu a seleção sub-15 e a levou para a Copa do Mundo Sub-17 de 2001, em Trindad e Tobago. Na sequência, foi para a seleção sub-19, mudando de treinador para a diretor técnico e. Quando assumiu o posto de diretor executivo da JFA, em 2006, renunciou ao cargo anterior.

Kozo chegou ao cargo de vice-presidente da JFA em 2010 e chegou a tentar uma vaga no Conselho da FIFA no ano seguinte, mas foi derrotado e, posteriormente, conseguiu posto semelhante na Confederação Asiática de Futebol (AFC). Em 2013, se tornou Diretor Executivo do Comitê Olímpico Japonês e, dois anos depois, chegou ao Conselho da FIFA por meio de eleição.

Entre 2016 e 2017, Tashima foi presidente da Federação de Futebol do Leste Asiático (EAFF) e, em 2018, voltou à presidência da JFA e, em 2023, assumiu a EAFF novamente.

Esporte News Mundo
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