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Futebol Internacional

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Kilt, cerveja e rúgbi: o que a Escócia, rival do Brasil, ama fora do futebol

País de 5.5 milhões de habitantes tem cultura característica no Reino Unido e vive euforia por voltar a uma Copa

23 jun 2026 - 18h08
(atualizado às 18h44)
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Festa de escoceses trajando o “kilt”, a saia xadrez –
Festa de escoceses trajando o “kilt”, a saia xadrez –
Foto: Divulgação / Fenway Park / Jogada10

É difícil imaginar a Escócia como um país do futebol. Afinal, a seleção nunca passou da primeira fase da Copa do Mundo e revela poucos talentos no decorrer dos anos. Então, do que os escoceses realmente gostam, fora das quatro linhas? A resposta vem da cultura, com o kilt e a gaita de fole, dos excessos nos bares e de outro esporte badalado no Reino Unido.

E TAMBÉM: Escócia x Brasil: onde assistir, escalações e arbitragem

A nação de 5.5 mihões de habitantes está em festa com o retorno ao torneio mundial. Desde 1998, a Escócia não conseguia a classificação. Na ocasião, inclusive, enfrentou o Brasil, a exemplo desta edição. A bola rola nesta quarta-feira, às 19h, em Miami. Mas o envolvimento com o futebol nunca deixou de ser muito intenso, já que a rivalidade entre os dois maiores clubes - Celtic e Rangers - é tratada até como instrumento político e social.

A famosa saia

O kilt, que nós conhecemos apenas como saia ou "saiote", é um acessório tradicionalíssimo entre os nativos. É um símbolo de identidade cultural e orgulho. Costuma ser feita de lã grossa e tem o estilo xadrez. Foi criada para conter o frio no período de outono e inverno escocês e veste os homens há cinco séculos.

Festa de escoceses trajando o “kilt”, a saia xadrez –
Festa de escoceses trajando o “kilt”, a saia xadrez –
Foto: Divulgação / Fenway Park / Jogada10

Após a vitória na Batalha de Culloden, o Governo Britânico ordenou que o kilt fosse banido, com o objetivo de enfraquecer a identidade local. No entanto, na geração seguinte, os ativistas criaram o movimento contrário e tornaram a vestimenta um marco de resiliência na história.

Outro elemento "muito escocês" é a gaita de fole. O instrumento não é criação nativa, mas se tornou relevante também em contexto de guerra. Afinal, o som agudo e característico era utilizado para coordenar as tropas. E nunca mais deixou a tradição das famílias da Escócia.

Cerveja ou uísque?

No Brasil, a fama do rival desta quarta quando o assunto é a bebida alcóolica sempre será o uísque. A qualidade da produção é referência por aqui e pelo mundo. Mas, nas últimas décadas, a cerveja vem sendo muito mais consumida entre os escoceses. Inclusive, donos de bar nos Estados Unidos já relataram que tiveram que repor o estoque depois de uma visitinha de um grupo do país europeu. "Nunca vi nada igual", disse um deles.

Nos números, o Reino Unido surge no top 10 dos rankings de maiores bebedores por cerveja. Inglaterra e Escócia, claro, são os responsáveis pela maior parcela do consumo. No total, são 77 litros de média, por ano, por habitante. O Brasil, por exemplo, é só o 17º desta lista.

Na dúvida, muitos encaram um pouco de cada. É o chamado "half and half", ou seja, uma dose de uísque acompanhada de uma "pint" (copo grande) de cerveja.

Rúgbi é o segundo esporte

Além do futebol, um esporte jogado com as mãos é febre por lá. Afinal, a Escócia é forte no rúgbi, tradicional do Reino Unido. Frequentemente, se qualifica para a Copa do Mundo e tem bons resultados na Europa.

O golfe também sempre teve espaço. Mas é por uma questão cultural. Os escoceses se gabam de serem o "berço" do esporte e, por isso, ainda abriga alguns dos eventos com mais prestígio do tour profissional.

Rivais e… fãs do Brasil

Os jogadores da seleção estão empolgados em enfrentar o Brasil mais uma vez. O zagueiro Jack Hendry, do Al Ettifaq-ARA, sonha em passar de fase contra o adversário mais icônico da história do futebol.

"Se você perguntar a alguém na rua uma memória de Copa do Mundo, provavelmente será uma que envolve o Brasil. É um ícone da Copa. Jogar contra uma seleção como essa vai ser incrível. E, quem sabe, fazer história contra eles? Seria ainda mais especial", ressaltou.

Stteve Clarke classificou a seleção da Escócia nas Eliminatórias –
Stteve Clarke classificou a seleção da Escócia nas Eliminatórias –
Foto: Ian MacNicol / Getty Images / Jogada10

Já o técnico Steve Clarke, com passagens pelos ingleses West Bromwich e Reading, lembrou de quando era criança e viu o Brasil ser tricampeão, em 1970.

"Minhas primeiras memórias de uma Copa do Mundo foram provavelmente da Seleção Brasileira de 1970, que era absolutamente fantástica. E você cresce com esse amor pelo Brasil. Mas amanhã à noite nós temos que não amar o Brasil, e amar mais a Escócia".

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Jogada10
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