Justiça condena ex-presidente de clube espanhol a dois anos de prisão
Sentença também determina multa e indenização ao Córdoba CF SAD, além de reconhecer a demora de mais de seis anos na investigação
A decisão que encerrou a fase inicial do processo envolvendo Carlos González trouxe punições e absolvições distintas entre os envolvidos no caso do Córdoba CF SAD. Entre as mais severas, destaca-se justamente a do ex-presidente e acionista majoritário do clube espanhol, que recebeu pena de dois anos de prisão por abusos de confiança praticados durante sua gestão, entre 2011 e 2018.
A Segunda Seção do Tribunal Provincial de Córdoba também estabeleceu uma multa de sete meses, com valor diário de 20 euros, a González. A Justiça ainda aplicou atenuante relacionada à demora indevida da investigação, que levou mais de seis anos até a conclusão da análise.
Entre os fatos avaliados pelos magistrados estão três operações realizadas enquanto González comandava a instituição. Uma delas envolve a cobrança de 200 mil euros (cerca de R$ 1,2 bilhão), acrescida de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), emitida pela empresa Azaveco para regularizar um saldo devedor junto ao clube.
Outros dois episódios considerados na condenação envolveram recursos do Córdoba usados para usos pessoais. Segundo consta, os valores serviram para pagar um serviço de porteiro na residência do dirigente, em Madri, e despesas feitas em cartões de crédito corporativos.
Ver essa foto no Instagram
Indenização ao clube espanhol
A decisão judicial também determinou uma indenização de 77.828,55 mil euros (cerca de R$ 456 milhões) ao Córdoba pelos danos civis. O valor ficou abaixo dos 2,4 milhões de euros solicitados pelo Ministério Público, que inicialmente pediu uma pena de sete anos e meio de prisão ao ex-mandatário.
González ainda poderá recorrer à sentença e levar o caso à Câmara Criminal do Tribunal Superior de Justiça da Andaluzia. Para isso, porém, terá o prazo de dez dias.
No mesmo julgamento, a Justiça absolveu González da acusação de crime corporativo. Os demais cinco réus citados no processo também estão livres das acusações. São eles: Alejandro González, filho do ex-presidente, Francisco Javier Jiménez, ex-CEO do clube, Salvador Sánchez, Andrés Delgado e Álex Gómez.
As condutas analisadas pelos juízes ocorreram antes do processo de falência do Córdoba. Após esse período, a Infinity assumiu a administração do clube e se mantém na unidade operacional atualmente.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.