Federação Italiana conversou com Ancelotti para assumir a Azzurra, diz Maldini
Ex-jogador do Milan, ao lado do brasileiro Leonardo, lidera reconstrução da seleção italiana e mostra pressa para anunciar o novo treinador
Paolo Maldini, diretor de seleções da Federação Italiana de Futebol (FIGC) revelou nesta quinta-feira (23) que abriu conversas com Carlo Ancelotti, atual técnico da Seleção Brasileira, para assumir o comando da Azzurra. O novo diretor técnico afirmou que a entidade busca o "melhor treinador possível" e disse que, embora exista pressa para definir o novo comandante, a prioridade é esperar pelo profissional considerado ideal. Pep Guardiola também está entre os nomes avaliados pela federação.
De acordo com informações do jornal italiano Gazzetta dello Sport, Maldini e o ex-jogador brasileiro Leonardo, que também trabalha para a FIGC, participaram de uma reunião com o presidente da entidade Giovanni Malagò. O trio detalhou o plano para reconstruir a seleção italiana e promover mudanças estruturais que vão além da escolha do próximo comandante.
"O ideal seria anunciar um treinador ainda nesta semana. No entanto, será ainda melhor esperar pelo profissional que realmente queremos. Existe urgência, mas ela não pode comprometer a qualidade da escolha", afirmou Maldini.
O ex-zagueiro também confirmou que Guardiola está entre os nomes analisados, mas evitou alimentar especulações. Porém, de acordo com a Gazzetta, Guardiola pediu um salário anual de 20 milhões de euros (cerca de R$ 115 milhões), o que seria o dobro oferecido pela FIGC.
"Vocês identificaram um dos nossos alvos (Guardiola), mas também conversamos com Ancelotti. Achamos natural iniciar o processo ouvindo alguns dos melhores treinadores do mundo. Agora precisamos entender a disponibilidade de cada um", explicou.
Em busca de identidade para a Azzurra
Leonardo reforçou que a definição do novo treinador faz parte de um projeto mais amplo. Segundo o dirigente, a prioridade é estabelecer uma identidade para o futebol italiano antes mesmo da escolha do comandante da equipe principal.
"Queremos contratar um treinador o quanto antes, mas, acima de tudo, precisamos definir com clareza o caminho que queremos seguir. A metodologia e a identidade de trabalho serão a base desse projeto", completou Maldini.
Presidente da FIGC, Giovanni Malagò ressaltou que o plano não se limita ao próximo ciclo da seleção e prevê uma transformação a longo prazo. Segundo ele, a meta é reduzir a diferença técnica em relação às principais potências do futebol mundial.
"Estamos falando de um projeto para os próximos seis anos, com perspectiva de durar ainda mais. Queremos construir algo sólido e permanente", afirmou.
Malagò também elogiou o comprometimento de Maldini e Leonardo ao aceitar o desafio.
"Eles nunca colocaram questões financeiras como prioridade. Não pediram bônus nem prêmios. São profissionais acostumados a vencer e vieram porque acreditam no projeto", disse.
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