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Futebol Internacional

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Inimigo íntimo: RD Congo é formada por atletas franceses e da rival Inglaterra

Time africano enfrenta britânicos com defensores que jogam na Premier League e têm desafio de parar Harry Kane

1 jul 2026 - 08h20
(atualizado às 09h43)
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Boa parte dos destaques africanos desta Copa do Mundo tem raízes na Europa e se tornaram "inimigos íntimos" dos adversários. O caso mais emblemático é da RD Congo, cuja seleção, afinal, é composta por mais de 80% de jogadores que nasceram entre França, Bélgica e Inglaterra.

Alás, os britânicos são o próximo desafio dos congoleses, nesta quarta-feira, às 13h, em Atlanta. A partida é válida pela segunda fase e dá vaga nas oitavas para enfrentar o anfitrião México. E são cinco "espiões" que atuam na Premier League - dois deles na defesa e que precisam parar Harry Kane e companhia. O atacante, vale lembrar, jogou pelo Totenham de 2014 a 2023.

Wan-Bissaka - lateral que nasceu na Inglaterra e defende o West Ham

Axel Tuanzebe - zagueiro titular do Burnley

Noah Sadiki - nasceu na Bélgica e joga pelo Sunderland

Edo Kayembe - meia nativo da RD Congo que defende o Watford

Yoane Wissa - francês, é um dos atacantes do Newcastle

Inglês de nascimento, Aaron Wan-Bissaka joga na Premier League –
Inglês de nascimento, Aaron Wan-Bissaka joga na Premier League –
Foto: Dan Mullan / Getty Images / Jogada10

O sonho era a Inglaterra

Seis titulares têm origem na França, país que colonizou a RD Congo, antigo Zaire. Mpasi e Moutoussamy defendem o PSG e o Lyon, respectivamente. Embora não brilhem por suas equipes, têm papéis importantes na seleção.

Já Bissaka e Tuanzebe desejavam defender a Inglaterra. O lateral de 28 anos chegou a ser convocado, mas sofreu uma lesão, em 2019, e nunca mais voltou à pauta. Assim, mudou de ideia e aceitou o convite congolês durante as últimas Eliminatórias. Por sua vez, o zagueiro nasceu no país africano e até jogou pelo time sub-20 inglês. No entanto, vem defendendo a RD Congo ao longo da carreira profissional.

O técnico Sébastien Desabre crê que a façanha de eliminar os ingleses é possível, mesmo com a inferioridade técnica.

"É verdade que teremos pela frente uma partida difícil, mas de forma alguma é um desafio intransponível. Já provamos contra equipes que eram consideradas superiores à nossa, que somos capazes de fazer uma boa atuação", declarou.

Foto: Molly Darlington / Getty Images - Legenda: Congoleses celebram classificação inédita / Jogada10
Jogada10
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