Infantino perde apoio importante para reeleição
A pressão sobre Gianni Infantino aumentou nesta segunda-feira (3). A Federação Inglesa de Futebol (FA) decidiu retirar formalmente o apoio à reeleição do presidente da FIFA para o mandato de 2027 a 2031, ampliando o movimento de oposição ao dirigente após a crise provocada pelo fracasso do plano de comercialização da Copa do Mundo. A […]
A pressão sobre Gianni Infantino aumentou nesta segunda-feira (3). A Federação Inglesa de Futebol (FA) decidiu retirar formalmente o apoio à reeleição do presidente da FIFA para o mandato de 2027 a 2031, ampliando o movimento de oposição ao dirigente após a crise provocada pelo fracasso do plano de comercialização da Copa do Mundo.
A decisão da entidade inglesa acontece após a Federação do País de Gales (FAW) anunciar que também não apoia mais a candidatura de Infantino. Antes delas, a Federação Finlandesa já havia retirado seu respaldo na semana passada, tornando-se a primeira associação nacional a adotar essa medida.
Segundo o The Guardian, outras federações europeias devem seguir o mesmo caminho nos próximos dias em uma tentativa de aumentar a pressão para que o dirigente deixe o comando da entidade máxima do futebol mundial. A articulação é liderada por integrantes da UEFA, que discutem uma retirada em massa das cartas de apoio enviadas anteriormente à candidatura de Infantino.
Até a semana passada, 50 das 55 associações filiadas à UEFA haviam manifestado apoio ao atual presidente da FIFA. No entanto, a revelação do plano de vender uma participação em uma empresa criada para administrar os direitos comerciais da Copa do Mundo provocou forte reação dentro do futebol europeu. O projeto previa a venda de 20% da nova empresa para investidores privados, mas acabou sendo abandonado após intensa oposição de federações e confederações.
Embora a Federação Inglesa tenha optado por não divulgar publicamente a carta de retirada de apoio, a entidade entende que o movimento precisa ganhar força em outros continentes para comprometer definitivamente a permanência de Infantino. A avaliação é que conquistar apoio fora da Europa será decisivo, especialmente entre as federações da Ásia e da Concacaf, onde o presidente ainda mantém maior respaldo.
Em comunicado oficial, a Federação do País de Gales afirmou que Infantino "perdeu a confiança" da entidade por conta de falhas de governança, liderança, gestão de stakeholders, comunicação e tomada de decisões.
"As recentes falhas em governança, processos, liderança, valores, gestão das partes interessadas, comunicação e bom senso nos levaram à conclusão de que o senhor Gianni Infantino perdeu a confiança da FAW para permanecer à frente do futebol mundial. Não colocar os interesses do futebol em primeiro lugar é uma falha que não podemos aceitar", afirmou a federação galesa.
A oposição europeia ganhou ainda mais força na última semana, quando Laura McAllister, vice-presidente da UEFA e ex-jogadora da seleção do País de Gales, defendeu um boicote às competições da FIFA caso o projeto de comercialização da Copa do Mundo fosse mantido. A pressão levou Infantino a abandonar a proposta, mas não impediu o desgaste político do dirigente, que agora enfrenta uma das maiores crises desde que assumiu a presidência da FIFA, em 2016.
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