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Futebol Internacional

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Ídolo italiano revela que luta contra doença autoimune

Gattuso revela detalhes da luta contra a miastenia gravis ocular, o uso diário de cortisona e o impacto da eliminação da Itália da Copa de 2026

6 out 2026 - 00h17
(atualizado às 12h17)
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Resumo
O técnico e ex-jogador italiano Gennaro Gattuso revelou que convive há cerca de 15 anos com a miastenia gravis ocular, doença autoimune que exige o uso diário de medicamentos para não comprometer sua visão. Para amenizar os efeitos colaterais do tratamento contínuo, ele mudou hábitos e cortou o álcool há quase sete anos. Campeão mundial em 2006, o atual treinador da Lazio também relembrou o forte impacto emocional sofrido com a eliminação da Itália na repescagem para a Copa do Mundo de 2026.
Gennaro Gattuso, treinador da Lazio, durante amistoso contra a Juve Stabia em 06 de outubro de 2026 -
Gennaro Gattuso, treinador da Lazio, durante amistoso contra a Juve Stabia em 06 de outubro de 2026 -
Foto: Marco Rosi - SS Lazio/Getty Images / Esporte News Mundo

Gennaro Gattuso revelou detalhes da luta contra a miastenia gravis ocular, doença autoimune com a qual convive há cerca de 15 anos. Atual técnico da Lazio, o ex-jogador contou durante participação no Festival dello Sport, na Itália, que precisa fazer uso diário de medicamentos para controlar os efeitos da condição sobre sua visão.

Segundo Gattuso, a cortisona ou o Diprospan são indispensáveis para que consiga enxergar normalmente. O treinador explicou que o tratamento faz parte de sua rotina há aproximadamente 15 anos e que aprendeu a conviver com a doença ao longo desse período.

"Se não uso cortisona ou a Diprospan, não consigo enxergar corretamente. E devo dizer que, durante todos esses anos, sempre pensei: 'Há pessoas que, com a mesma doença que eu tenho, ficam 4 ou 5 meses na cama, não conseguem se movimentar'", afirmou o treinador ex-jogador.

A convivência com casos mais graves também ajudou Gattuso a mudar a forma como encara o próprio diagnóstico. O treinador disse que não permite que a doença domine sua vida, embora reconheça as dificuldades provocadas pelo tratamento contínuo.

"Eu aceitei, lido com isso, não me deixo dominar. Sou mais forte do que a doença. Mas isso tem um custo, porque fazer uso de cortisona todos os dias não é fácil […] Caso contrário, eu estaria pesando 200 kg", declarou.

Para evitar o ganho excessivo de peso associado ao tratamento, Gattuso também promoveu mudanças na rotina. O ex-jogador afirmou que deixou de consumir bebidas alcoólicas há quase sete anos.

Além do relato sobre a saúde, Gattuso relembrou a eliminação da Itália nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. A seleção italiana caiu diante da Bósnia e Herzegovina nas cobranças de pênaltis durante a repescagem e ficou fora do Mundial.

O treinador admitiu que o resultado teve impacto emocional. Segundo Gattuso, os primeiros meses após a eliminação foram marcados por dificuldades para dormir, embora posteriormente tenha conseguido acompanhar a segunda fase da competição.

Mesmo com a passagem do tempo, Gattuso afirmou que a eliminação deixou uma marca permanente. Campeão da Copa do Mundo de 2006 como jogador da Itália, ele agora tenta seguir a carreira como treinador enquanto convive com a condição autoimune e com as consequências da derrota que tirou a seleção italiana do Mundial de 2026.

Esporte News Mundo
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