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Fifa fecha acordo e Copa do Mundo de Clubes deve ter importantes mudanças

A FIFA chegou a um acordo para criar uma joint venture com a European Football Clubs (EFC), organização que representa mais de 700 clubes do continente europeu, para operar o Mundial de Clubes. A parceria pode acelerar discussões sobre mudanças significativas no torneio, incluindo uma possível expansão para 48 participantes a partir da edição de […]

25 jun 2026 - 14h11
(atualizado às 14h59)
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Troféu do Mundial de Clubes.
Troféu do Mundial de Clubes.
Foto: Marco Bello/Getty Images / Esporte News Mundo

A FIFA chegou a um acordo para criar uma joint venture com a European Football Clubs (EFC), organização que representa mais de 700 clubes do continente europeu, para operar o Mundial de Clubes. A parceria pode acelerar discussões sobre mudanças significativas no torneio, incluindo uma possível expansão para 48 participantes a partir da edição de 2029.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, a entrada da EFC na gestão da competição tende a aumentar a influência dos clubes europeus nas decisões relacionadas ao futuro do torneio. Entre os temas em debate está o aumento do número de vagas e a revisão dos atuais critérios de classificação.

A discussão ganhou força após o sucesso financeiro da primeira edição do Mundial de Clubes com 32 equipes. O Chelsea, campeão do torneio disputado nos Estados Unidos, recebeu cerca de 84 milhões de libras em premiações, valor que despertou o interesse de outros grandes clubes europeus em participar das próximas edições.

O formato atual limita a presença de clubes de um mesmo país a duas equipes. A regra deixou fora da edição inaugural alguns dos campeões nacionais mais relevantes da Europa, como Liverpool, Barcelona e Napoli. Segundo a publicação inglesa, a EFC defende o fim desse limite, o que abriria espaço para um maior número de representantes das ligas mais fortes do continente.

A mudança poderia beneficiar diretamente clubes da Premier League. Arsenal, Liverpool e Manchester City aparecem entre as equipes mais bem posicionadas no ranking de coeficientes da UEFA e teriam mais chances de classificação caso a restrição por país seja flexibilizada ou eliminada.

Outro argumento utilizado pelos defensores da expansão é o potencial comercial do torneio. A EFC acredita que uma presença maior de clubes europeus aumentaria o interesse de patrocinadores, emissoras e torcedores. Antes da edição de 2025, a FIFA enfrentou dificuldades para comercializar os direitos de transmissão do campeonato e fechou posteriormente um acordo global com a DAZN.

A parceria entre FIFA e EFC também aproxima as entidades após divergências registradas durante a preparação da primeira edição do novo Mundial. Na época, a FIFA optou por conduzir sozinha a organização da competição, mas a relação entre as partes melhorou nos últimos meses.

Atualmente, a EFC também participa das discussões sobre a distribuição de 185 milhões de libras destinados a pagamentos de solidariedade para clubes que não disputaram o torneio. Embora os 740 milhões de libras em premiações já tenham sido pagos aos participantes, o modelo de divisão desse fundo ainda não foi definido pelas confederações continentais.

Com o acordo firmado, a tendência é que as atenções se voltem para o planejamento da próxima edição do Mundial de Clubes. Embora a FIFA ainda não tenha confirmado mudanças no formato, a ampliação para 48 equipes aparece como uma possibilidade cada vez mais presente nos bastidores do futebol internacional.

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