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Real Madrid

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Tebas responde ao Real Madrid: "Subordinação a ninguém"

Presidente de LaLiga rebate pedido de saída feito pelo clube e defende independência para tomar decisões sem pressão dos principais times

22 set 2026 - 18h10
(atualizado às 18h10)
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Resumo
Após o Real Madrid pedir sua demissão da presidência de LaLiga, Javier Tebas rebateu as acusações do clube nesta terça-feira. O dirigente afirmou que nem ele nem o time merengue são donos da competição e garantiu que não vai se subordinar a pressões externas. Tebas rejeitou a narrativa do clube de que há perseguição da arbitragem e destacou que seu papel é defender a igualdade entre as equipes e o interesse comum do torneio, mesmo contrariando as vontades dos clubes mais poderosos da Espanha.
Tebas sobe o tom contra Real Madrid – Foto : Reprodução / X.com @TebasJavier
Tebas sobe o tom contra Real Madrid – Foto : Reprodução / X.com @TebasJavier
Foto: Jogada10

Javier Tebas respondeu às críticas do Real Madrid nesta terça-feira (22) após o clube pedir sua saída da presidência de LaLiga. O dirigente utilizou as redes sociais para rebater o comunicado dos merengues, que o acusaram de prejudicar a imagem da competição com declarações consideradas inadequadas.

Logo no início da resposta, Tebas concordou com uma das afirmações feitas pelo Real Madrid, mas ampliou a crítica para destacar que nenhum clube pode se colocar como dono da competição.

"Concordo plenamente com uma frase: o presidente da LaLiga não é o dono da competição. O presidente do Real Madrid também não", escreveu.

O dirigente também defendeu que seu cargo exige o mesmo tratamento para todas as equipes do Campeonato Espanhol. Para Tebas, isso inclui se posicionar quando clubes fazem declarações que, em sua avaliação, colocam em dúvida a competição ou a atuação dos árbitros.

"Representar todos os clubes exige defender a igualdade e a equidade entre eles. Também quando se sustenta que 'a LaLiga não vale nada' sem o Real Madrid ou que os árbitros prejudicam 'o negócio que lhes dá de comer'", afirmou.

Tebas ainda voltou a criticar a forma como o Real Madrid aborda a arbitragem por meio da Real Madrid TV e de outros representantes do clube. Segundo ele, a narrativa de que existe uma "liga adulterada" não surgiu apenas após uma publicação de um jornalista independente, como apontou o Real Madrid em seu comunicado.

"Agora escudam-se no facto de eu ter respondido a um jornalista independente. Mas nem o relato é novo, nem a estratégia de desviar a atenção de outros problemas. Fazem-no há anos a partir da Real Madrid TV e através dos seus porta-vozes, falando e escrevendo sobre uma Liga adulterada jornada após jornada", declarou.

Tebas sobe o tom contra Real Madrid – Foto : Reprodução / X.com @TebasJavier
Tebas sobe o tom contra Real Madrid – Foto : Reprodução / X.com @TebasJavier
Foto: Jogada10

Arbitragem

O presidente de LaLiga também contestou a ideia de que os árbitros atuam contra o Real Madrid. Tebas afirmou que os clubes têm o direito de questionar decisões da arbitragem, mas criticou a transformação de erros em supostas evidências de perseguição.

"Precisamente por isso, rejeito o relato de que os árbitros são dirigidos contra o Real Madrid. Criticar uma decisão arbitral é legítimo. Converter cada prejuízo em prova de uma perseguição é outra coisa. Isso gera confiança ou prejudica a imagem do futebol espanhol?", questionou.

Além disso, outro ponto abordado por Tebas foi a diferença entre independência e neutralidade. O dirigente afirmou que não considera que seu cargo exija uma postura neutra diante de situações que entende como certas ou erradas. Para ele, independência significa tomar decisões sem pressão externa e aplicar os mesmos critérios a todos.

"A independência exige decidir com critério próprio, sem pressões nem subordinações, aplicando as mesmas regras a todos e defendendo o interesse comum. Isso implica tomar decisões e posicionar-se, mesmo que o Real Madrid não goste", explicou.

Por fim, Tebas reforçou que não pretende subordinar as decisões de LaLiga aos interesses de nenhum clube, independentemente de seu tamanho ou influência.

"Defender os interesses de um clube não significa assumir o seu discurso. E representar a todos também não significa obedecer ao mais poderoso. É preciso defender os interesses da competição, da LaLiga. Nem sou o dono da LaLiga, nem vou geri-la como se pertencesse a um só clube. Respeito por todos. Subordinação a ninguém", concluiu.

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Jogada10
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