Dirigentes do City podem ser investigados criminalmente por fraudes
Clube foi considerado culpado por violações financeiras pela Premier League; autoridades externas ao futebol podem analisar possíveis crimes
Após ser considerado culpado em 114 acusações por violar regras financeiras da Premier League ao maquiar contratos e ocultar contas, o Manchester City e seus dirigentes podem enfrentar investigações criminais por fraude e evasão fiscal. Crimes dessa natureza preveem penas de até dez anos de prisão pela legislação britânica. O clube nega irregularidades e planeja recorrer até 2 de outubro, aguardando a decisão final do processo, prevista para janeiro de 2027.
O Manchester City pode enfrentar uma nova frente de investigação após a comissão independente da Premier League considerar o clube culpado por violações das regras financeiras. Agora, autoridades policiais, fiscais e tributárias podem analisar se as irregularidades também configuram crimes.
De acordo com o jornal britânico 'The Sun', pessoas envolvidas no caso podem ser alvo de acusações criminais caso as autoridades encontrem evidências de fraude, evasão fiscal ou informações falsas apresentadas a auditores. Pela legislação britânica, determinados crimes financeiros podem resultar em penas de até dez anos de prisão. No entanto, isso dependeria de uma investigação criminal e de eventual condenação. Não existe, neste momento, uma sentença de prisão contra dirigentes do City.
A comissão concluiu, assim, que o clube maquiou contratos para esconder os termos reais das operações, com o objetivo de inflar receitas e reduzir custos. Além disso, o relatório apontou que o City apresentou informações financeiras incorretas e ocultou a situação real das contas de seus auditores e dos órgãos reguladores.
Fraude pode ter sonegado impostos
Ao todo, a investigação chegou a 130 acusações, e o City foi considerado culpado em 114 das 115 acusações originais. As infrações envolvem informações financeiras, remuneração de treinadores e jogadores, regras de licenciamento da Uefa, sustentabilidade financeira da Premier League e falta de cooperação durante a investigação.
Outro ponto envolve pagamentos adicionais a funcionários e acordos de direitos de imagem de jogadores. Segundo a comissão, algumas dessas operações poderiam ser sujeitas à cobrança de impostos e contribuições trabalhistas. Por isso, o caso também pode despertar a atenção da autoridade tributária britânica, a HMRC.
Porém, apesar das conclusões da comissão, o Manchester City nega qualquer irregularidade e afirma estar confiante de que será inocentado no processo de recurso. O clube tem até 2 de outubro para apresentar a apelação. O calendário prevê uma decisão final da comissão até 17 de janeiro de 2027.
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