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Manchester City

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Após fraude, donos do City podem ser obrigados a vender o clube

Órgão independente do futebol inglês diz que pode avaliar a permanência dos proprietários após comissão apontar graves violações

30 set 2026 - 14h32
(atualizado às 14h32)
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Resumo
O novo Regulador Independente do Futebol inglês alertou que pode forçar a venda do Manchester City caso seus donos sejam considerados inaptos. A medida surge após uma comissão apontar fraude financeira de mais de R$ 6,3 bilhões cometida pela diretoria do clube para burlar regras da Premier League. O órgão regulador aguardará a conclusão do processo de recurso do City, cuja decisão final está prevista para janeiro, antes de definir se aplicará sanções aos proprietários do time de Abu Dhabi.

A situação do Manchester City ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (30). O novo Regulador Independente do Futebol (IFR, na sigla em inglês) afirmou que pode obrigar os proprietários do clube a vendê-lo caso sejam considerados incapazes para continuar no comando.

Xeque Mansour Bin Zayed Al Nahyan, proprietário do Manchester City – Reprodução de vídeo
Xeque Mansour Bin Zayed Al Nahyan, proprietário do Manchester City – Reprodução de vídeo
Foto: Jogada10

Desde 2014, o dono do Manchester City e do conglomerado City Football Group é o xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, membro da família real de Abu Dhabi e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos.

A declaração ocorreu depois de uma comissão independente da Premier League apontar que dirigentes do City participaram de um esquema de mais de R$ 6,3 bilhões para violar regras financeiras da competição. O caso, porém, ainda passa por processo de recurso.

Xeque Mansour Bin Zayed Al Nahyan, proprietário do Manchester City – Reprodução de vídeo
Xeque Mansour Bin Zayed Al Nahyan, proprietário do Manchester City – Reprodução de vídeo
Foto: Jogada10

O presidente do IFR, David Kogan, confirmou, assim, que o órgão possui autoridade para avaliar a permanência de proprietários, diretores e executivos. Segundo ele, essas medidas, inclusive, poderão ser aplicadas quando houver evidências claras de irregularidades.

"A decisão da comissão independente levanta questões sérias", afirmou Kogan.

Órgão vai aguardar avanço do processo

Ele, porém, disse que o órgão regulador utilizará seus poderes quando considerar necessário para proteger a sustentabilidade, a honestidade e a integridade do futebol inglês.

No entanto, o dirigente destacou que o processo ainda não terminou. O Manchester City pretende recorrer das conclusões da comissão, e o IFR informou que aguardará o avanço da disputa antes de tomar qualquer medida contra os proprietários do clube.

O calendário prevê 2 de outubro como prazo para a apresentação do recurso. Uma eventual audiência pode acontecer entre 14 e 18 de dezembro, enquanto a decisão final da comissão está prevista para 17 de janeiro.

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Jogada10
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