Arsenal demitirá 60 funcionários após renovação milionária de Arteta
Clube pretende reduzir custos operacionais mesmo após conquistar a Premier League e registrar receita recorde
O Arsenal planeja demitir 60 funcionários para conter despesas e reorganizar sua gestão, visando uma economia anual de até 7 milhões de libras. A medida ocorre logo após a renovação milionária do técnico Mikel Arteta até 2030, que receberá cerca de 10 milhões de libras por temporada. Apesar da receita recorde e do sucesso esportivo recente, o clube registrou prejuízo financeiro e cortará vagas administrativas e de scouting, preservando comissões técnicas e projetos comunitários.
O Arsenal planeja demitir 60 funcionários poucos dias depois de renovar o contrato do técnico Mikel Arteta até 2030. A direção do clube inglês comunicou a medida aos funcionários nesta quarta-feira (14), em uma iniciativa que busca reduzir despesas e reorganizar a estrutura interna dos Gunners.
De acordo com informações da imprensa britânica, o clube contratou a consultoria Boston Consulting Group para avaliar suas operações e identificar oportunidades de economia. A revisão administrativa fundamenta o plano de cortes, que ainda depende de um processo de consulta e pode sofrer alterações.
A decisão chama a atenção pelo momento em que ocorre. Afinal, o Arsenal conquistou o Campeonato Inglês na temporada 2025/26 e alcançou a final da Champions League.
Renovação de Arteta contrasta com cortes de pessoal
O novo acordo de Arteta é milionário. O treinador passa a receber cerca de 10 milhões de libras esterlinas (R$ 70 milhões) por temporada, além de um bônus de 5 milhões de libras esterlinas (R$ 35 milhões) caso o Arsenal consiga a classificação para a Champions League.
Enquanto assegura a permanência do comandante, porém, o Arsenal pretende enxugar parte de sua estrutura administrativa. A previsão é que a redução do quadro de funcionários gere uma economia anual entre 5 milhões e 7 milhões de libras.
Os cortes devem se concentrar principalmente em funções que não estão diretamente ligadas às atividades esportivas. Algumas posições nas áreas de análise e observação de jogadores, conhecidas como scouting, também podem entrar no plano.
Por outro lado, a direção pretende preservar as equipes técnicas e de desempenho dos times profissionais masculino e feminino, além dos profissionais das categorias de base. A Fundação Arsenal e os setores ligados aos projetos comunitários também devem ficar fora da reestruturação.
Receita recorde não impede redução de despesas
Apesar dos resultados esportivos e do crescimento comercial, o Arsenal continua sob pressão para controlar seus custos. Em fevereiro, o clube divulgou os números referentes ao exercício financeiro de 2024/25, quando registrou receita recorde de 691 milhões de libras esterlinas (R$ 48,3 bilhões), mas terminou o período com prejuízo de 1,4 milhão de libras esterlinas (R$ 9,8 bilhões).
A medida não representa a primeira redução significativa de pessoal no clube londrino. Durante a pandemia de Covid-19, o Arsenal anunciou o corte de 55 postos de trabalho, atingindo principalmente áreas do futebol, do setor comercial e da administração.
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