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Futebol Internacional

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Equipe na Bolívia assume derrota proposital por ameaças de morte

Afirmação sobre situação estarrecedora, em jogo da primeira divisão, foi feita por técnico do Guabirá

14 set 2026 - 17h43
(atualizado às 17h43)
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Resumo
Após a goleada de 6 a 0 sofrida diante do Always Ready pelo Campeonato Boliviano, jogadores do Guabirá admitiram ter facilitado a derrota devido a ameaças de morte contra a família do goleiro Manuel Ferrel. O técnico Leonardo Eguez relatou o desespero do time no intervalo após a coação, que exigia que o arqueiro sofresse gols. O caso gerou a abertura de investigações pela Federação Boliviana de Futebol e pelo Ministério Público local por suspeita de manipulação de resultados.
Técnico de 35 anos chegou ao clube nesta temporada –
Técnico de 35 anos chegou ao clube nesta temporada –
Foto: Reprodução / Instagram / Jogada10

No último domingo (13), o Always Ready se sustentou com autoridade na briga ponto a ponto com o Bolívar pela liderança do Campeonato Boliviano. Isso porque o time radicado em El Alto recebeu o Guabirá e aplicou uma sonora goleada por 6 a 0. Entretanto, o que ninguém imaginava durante o confronto é que o resultado pode ter tido influência do próprio rival.

Na entrevista coletiva após o resultado acachapante, os jogadores do time superado se reuniram na sala de imprensa e assumiram que não atuaram com naturalidade no jogo que ocorreu em Villa Ingenio.

Isso porque o goleiro Manuel Ferrel teve sua família ameaçada de morte caso não colaborasse diretamente com o triunfo do Always Ready. Com direito, inclusive, a deixar passar "três ou quatro bolas", como ratificou o técnico do Guabirá, Leonardo Eguez, em entrevista ao portal de notícias Diez.

O comandante da equipe goleada afirma que não notou nada antes da chegada ao palco do compromisso no fim de semana. Entretanto, bastou a bola rolar para notar situações incomuns em seus atletas. Algo que só conseguiu confirmar no intervalo, oportunidade onde conversou com mais calma com os atletas.

Técnico de 35 anos chegou ao clube nesta temporada –
Técnico de 35 anos chegou ao clube nesta temporada –
Foto: Reprodução / Instagram / Jogada10

"Ambiente muito pesado"

"Preparamos a partida como sempre, com muito profissionalismo. Tínhamos um plano de jogo. Chegamos ao estádio, dou uma preleção e saímos, tudo corria bem. Estávamos convencidos do que faríamos em campo. (Quando começa o jogo) Vejo que há passes inseguros, domínios ruins, nervosismo, ansiedade e pensei que era a altitude. Mas, depois, notei que eram erros atrás de erros e os jogadores tinham um semblante confuso, impotente, com vontade de chorar", disse Eguez.

"Eu não sabia de nada. Entrei no vestiário chutando a porta e jogando longe as cadeiras, fazendo um escândalo. Perguntei o que estava acontecendo e os jogadores começaram a chorar, alguns gritavam. Foi um ambiente muito pesado. Me disseram: 'Não é nada com você, ameaçaram a mãe do Manuel Ferrel. Tinha que tomar três gols ou pagar um valor porque tinha uma dívida a ser paga com pessoas ruins'", acrescentou.

Com a proporção que tomou a denúncia por parte de representantes do Guabirá, a Federação Boliviana de Futebol (FBF) e a Fiscalia (equivalente ao Ministério Público do país) abriram uma investigação formal sobre o caso. A principal suspeita é que os responsáveis pelas ameaças ao arqueiro do clube goleado estejam ligados a uma rede que busca lucrar com manipulação de resultados.

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Jogada10
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