Dorival aguarda departamento médico para confirmar Inter
28 set2011 - 11h39
(atualizado às 11h53)
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Cristiano Silva
Direto de Porto Alegre
O departamento médico do Inter será fundamental para o técnico Dorival Júnior confirmar o time que jogará contra o Atlético-PR, no próximo domingo. O técnico do clube colorado espera a recuperação dos meias Ilsinho e D'Alessandro, que estão com desconforto muscular na coxa, e do volante Elton, que se recupera de uma lesão na articulação do ombro esquerdo.
"Vamos dar mais um ou dois dias para que se possa ter uma noção um pouco maior, eles já estão trabalhando fisicamente de maneira mais intensa, que é o trabalho realizado entre estar ou não liberados e isto dai já é um ganho, mas ainda não temos a certeza se teremos todos os jogadores a disposição, vamos aguardar um pouco mais", disse o técnico.Para o jogo deste final de semana, o Internacional não contará com o meia Andrezinho e o lateral esquerdo Kléber, suspensos com o terceiro cartão amarelo, nem com o zagueiro Rodrigo Moledo, expulso no ultimo jogo. Dorival já confirmou que Bolívar retorna ao time titular no lugar de Moledo, só não confirmou se o zagueiro Juan, que retorna de suspensão, será titular ou se irá manter Índio na defesa.
Comandada por Mano Menezes, a Seleção Brasileira atingiu em setembro o seu pior posicionamento no ranking da Fifa em 18 anos. A equipe verde e amarela, que enfrenta a Argentina nesta quarta-feira em Belém pela Copa Roca, ocupa a sétima posição - três à frente da rival. A líder é a Espanha, seguida pela ordem por Holanda, Alemanha, Uruguai, Portugal e Itália
Foto: Getty Images/Getty Images / AFP
Para observar um momento pior do futebol masculino do Brasil na lista é preciso voltar a agosto de 1993. Aquele mês foi o primeiro em que o ranking passou a ser atualizado mensalmente e o time, que havia acabado de ser eliminado pelos argentinos nas quartas de final da Copa América de 1993, no Equador, ocupava o oitavo posto. Na foto, o meia Boiadeiro, então no Cruzeiro, disputa jogada no empate sem gols com o Peru, válido pela competição continental
Foto: AFP
O ranking não é de simples interpretação, e logo depois, em setembro, o País assumiria a ponta pela primeira vez. Foi exatamente naquele mês que a Seleção comandada pelo técnico Carlos Alberto Parreira confirmou sua vaga na Copa do Mundo do ano seguinte. A classificação veio na vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, no Estádio do Maracanã, com dois gols do atacante Romário
Foto: Getty Images
A equipe chegou a cair e foi ao Mundial dos Estados Unidos, em junho de 1994, como a terceira melhor do planeta segundo a Fifa - a primeira era a Alemanha. Novamente, Romário brilhou, e o Brasil se sagrou tetracampeão mundial. Já em julho, a supremacia canarinha seria novamente reconhecida pela entidade
Foto: Getty Images
Desta vez, o reinado do Brasil seria bem mais longo. Nem a derrota por 3 a 0 na final da Copa do Mundo de 1998 para a França, em Paris, tirou-o da ponta. Em julho daquele ano, a equipe liderada pelo meia Zinedine Zidane subiria somente até a segunda posição da lista
Foto: Getty Images
Após 81 meses consecutivos, a Seleção deixou de liderar o ranking em abril de 2001. A gota d'água para a queda do País foi a derrota por 1 a 0 para o Equador, em Quito, ocorrida um mês antes. O time, convocado por Emerson Leão e que tinha o goleiro Rogério Ceni como titular, sofria nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002
Foto: Getty Images
A classificação para o torneio só seria obtida em novembro. Naquela ocasião, o Brasil já havia caído mais um posto na lista - para o terceiro - e entrou em campo pressionado no Estádio Castelão, em São Luís, no Maranhão, para ganhar da Venezuela. Venceria por 3 a 0, com dois gols do atacante Luizão e um do meia Rivaldo, e terminaria as Eliminatórias na terceira colocação. O técnico já era Luiz Felipe Scolari
Foto: AFP
Pouco tempo depois, a equipe verde e amarela chegaria ao Mundial da Coreia do Sul e do Japão como a segunda melhor do planeta de acordo com a Fifa. Então líder, a França decepcionou e caiu na primeira fase da competição, enquanto que os brasileiros conquistaram o penta. Ao final, o brilho de Ronaldo e Rivaldo recolocou o País na ponta do ranking em julho de 2002
Foto: Getty Images
Novamente o reinado do País foi longo. Não foi encerrado nem pelo fracasso na Copa de 2006. À Alemanha, o time dirigido por Parreira chegou com pose de favorito, porém fracassou contra a França. Com belas atuações de Zidane e Thierry Henry, os europeus venceram por 1 a 0 e só perderiam o bicampeonato nos pênaltis, diante da Itália
Foto: Getty Images
A Seleção, no entanto, não duraria muito mais tempo na ponta. Em fevereiro de 2007, ela iria para a segunda posição, atrás da Itália. Justamente no mês em que o novo treinador, Dunga, perdeu sua primeira partida no cargo. Foi para Portugal, por 2 a 0, em um amistoso realizado em Londres. O atacante Simão Sabrosa e o zagueiro Ricardo Carvalho marcaram no goleiro Hélton e fizeram a alegria do time que tinha Scolari como comandante
Foto: Getty Images
Em julho, o Brasil voltaria ao topo graças ao primeiro título conquistado por Dunga, a Copa América de 2007. Na foto, o volante Fernando Menegazzo (centro), o atacante Vágner Love (à dir) e o também volante Gilberto Silva comemoram o troféu erguido após uma vitória por 3 a 0 sobre a Argentina na Venezuela
Foto: AFP
Após apenas dois meses na ponta do ranking, a Seleção viveu um momento de "ioiô". Caiu para o terceiro lugar e estacionou no segundo, ficando lá de outubro de 2007 a junho de 2008. Em setembro de 2007, o time havia sido derrotado pela Venezuela pela primeira vez na história, perdendo por 2 a 0 em um amistoso realizado nos Estados Unidos. Na foto, o volante Mineiro disputa jogada com Mea Vitali
Foto: Getty Images
Em agosto de 2008, o País despencaria para o sexto lugar da lista. Nos compromissos anteriores, ambos pelas Eliminatórias, havia perdido para o Paraguai por 2 a 0 em Assunção e empatado sem gols em Belo Horizonte com a Argentina. Dunga foi vaiado pela torcida no Estádio do Mineirão, e a equipe tinha seu pior posicionamento desde 1993 - marca negativa superada agora pelos comandados de Mano Menezes
Foto: AFP
Mas o técnico daria a volta por cima. Após um período de oscilação, o time desbancaria a Espanha e recuperaria a primeira posição em junho de 2009, logo após faturar a Copa das Confederações. Na final contra os Estados Unidos, os brasileiros saíram perdendo por 2 a 0, mas viraram para 3 a 2 com um gol decisivo do zagueiro Lúcio
Foto: Getty Images
Em outubro do mesmo ano, o Brasil perdeu por 2 a 1 para a Bolívia em La Paz e empatou por 0 a 0 com a Colômbia no Rio de Janeiro - duelos pelas Eliminatórias da Copa de 2010 - e foi "punido" pelo ranking da Fifa. Em novembro, a equipe verde e amarela já cairia para o segundo posto, permanecendo atrás da Espanha até abril de 2010. Na altitude boliviana, o meia Diego Souza recebeu uma oportunidade como titular
Foto: AFP
Para o Mundial da África do Sul o time comandado por Dunga já havia recuperado a ponta. Mas a perderia depois da derrota por 2 a 1 para a Holanda nas quartas de final do evento, com falha do goleiro Júlio César no primeiro gol dos europeus (foto). Campeã do mundo de forma inédita, a Espanha retomou o topo
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Desde então o Brasil, que fechou 11 temporadas como líder da lista, nunca mais ocupou o primeiro lugar. Mano Menezes estreou no comando ganhando dos Estados Unidos em amistoso em agosto de 2010. Neymar liderou a vitória por 2 a 0 da equipe que àquela altura era a terceira melhor do planeta segundo a Fifa
Foto: Getty Images
A terceira colocação foi também a melhor de toda a era Mano. A Seleção oscilou entre terceiro e quarto até cair para sexto em agosto de 2011. Nesse mês a equipe de Paulo Henrique Ganso, que já havia sido eliminada pelo Paraguai nas quartas de final da Copa América, perdeu um amistoso para a Alemanha por 3 a 2, despencou para o sexto lugar e deixou de ser pela primeira vez desde agosto de 2008 a melhor sul-americana no ranking - o Uruguai subiu para quinto
Foto: AFP
Em setembro, mais más notícias para o treinador quanto à lista da Fifa. Em sétimo, o Brasil ostenta seu pior posicionamento desde 1993. Em entrevista na semana passada, quando definiu a convocação para o segundo duelo da Copa Roca, Mano admitiu a inferioridade atual do time na comparação com os líderes Espanha, Holanda, Alemanha e Uruguai. Mas viu um "mesmo nível de desenvolvimento" com relação a Portugal e Itália, respectivamente os quinto e sexto colocados
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Fonte: Cristiano Leonardo S. da Silva Jornalismo - Especial para o TerraCristiano Leonardo S. da Silva Jornalismo - Especial para o Terra