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Futebol Internacional

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Com clima leve e time na mão, Scaloni faz seu 100º jogo pela Argentina

Técnico sai de interino a ídolo após título de 2022, esbanja bom humor na Copa e alcança marca contra Cabo Verde

3 jul 2026 - 07h34
(atualizado às 09h52)
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Aos 48 anos, Scaloni tem mostrado bastante leveza nas coletivas –
Aos 48 anos, Scaloni tem mostrado bastante leveza nas coletivas –
Foto: Stacy Revere/Getty Images / Jogada10

Há sete anos e 10 meses, Lionel Scaloni assumia a seleção da Argentina como um interino com prazo de validade. Nesta sexta-feira, o técnico completará seu 100º jogo com quatro títulos (incluindo a última Copa do Mundo) no currículo e status de ídolo no país. Com o time na mão e a mesma base do tri, ele reinicia a caminhada em um mata-mata contra o azarão Cabo Verde. A bola rola às 20h, em Miami.

Sem se apegar aos números, Scaloni só pensa em não falhar na missão de ampliar sua coleção de taças. Desde o início da competição, porém, mostrou bom humor e tranquilidade antes e após as partidas. É verdade que a Argentina passou fácil pela fase de grupos. Mesmo assim, o clima leve chama a atenção. O treinador tem até brincado com a imprensa e não se mostrou fechado a nenhuma pergunta. As coletivas nos Estados Unidos viraram momentos abertos de trocas de ideias.

"Sou o mesmo do primeiro dia, exatamente da mesma forma", garante Scaloni. "Só mais experiente".

No total, o treinador conquistou 78 vitórias, 18 empates e perdeu 9 vezes no comando da seleção. Entre 2019 e 2022, chegou a ostentar uma invencibilidade de 36 partidas. Seu time, neste período, passou a ser chamado de "Scaloneta", mostrando a identidade que deu aos 11 titulares.

Aos 48 anos, Scaloni tem mostrado bastante leveza nas coletivas –
Aos 48 anos, Scaloni tem mostrado bastante leveza nas coletivas –
Foto: Stacy Revere/Getty Images / Jogada10

Títulos e marcas de Scaloni

2 Copa América (2021 e 2024)

1 Copa do Mundo (2022)

1 Finalíssima (2022)

1º lugar nas Eliminatórias (2023-2025)

78.7% de aproveitamento de pontos

Mais da metade dos convocados para a Copa fazem parte do trabalho de Scaloni, praticamente, desde seu início. É o caso do meio-campista De Paul, que foi só elogios ao comandante de 48 anos e faz eco entre as principais referências da seleção, como Dibu Martínez, Enzo Fernández Lautaro e Messi.

"(Scaloni) me ensinou muita coisa. Me fez entender que a vida te pode levar a muitos lugares, e o mais importante é que somos pessoas que jogam futebol. Essa frase é muito importante, porque atrás de cada jogador há uma pessoa com problemas, satisfações, sonhos… Quando a pessoa que te guia entende isso, você se sente em um lugar acolhedor, que pode estimular as suas virtudes", filosofou.

Além disso, nessa trajetória o técnico conta com auxiliares bastante conhecidos do futebol argentino: os ex-zagueiros Walter Samuel e Roberto Ayala e o ex-meia Pablo Aimar - trio da geração de Scaloni como jogador. Aliás, ele mesmo foi um assistente a serviço da Albiceleste, já que fez parte da comissão de Jorge Sampaoli durante o fracasso no Mundial de 2018.

Renovação e recorde à vista

Já há um acordo com a federação para a renovação de contrato, que finda em dezembro. Assim, o recorde de Guillermo Stábile se torna o próximo alvo. Entre as décadas de 30 e 40, e depois em uma rápida passagem nos anos 60, o lendário técnico fez 124 jogos à frente da Argentina.

"Neste momento estou aqui na Copa do Mundo e ficarei até dezembro. Depois disso, veremos. Chegar a 124 jogos? São muitos jogos, muitos para a seleção. Por enquanto, estou respondendo o que todos já sabem. Mais tarde, sentaremos e veremos o que acontece", ponnderou Scaloni.

Caso confirme o favoritismo e supere Cabo Verde, a Argentina vai medir forças contra Austrália ou Egito nas oitavas. Depois, pode pegar Colômbia, Suíça ou Gana. Uma rota que não parece tão complicada, mas Scaloni não quer tirar o foco dos africanos.

"(Cabo Verde) É um time que não perdeu. Em umas partidas, mereceu até ganhar. Sofreu contra Espanha e Uruguai, mas se defendeu bem. É um bom time, já tínhamos visto, estamos analisando há muito tempo por ter sido um possível rival. Não chegaram até aqui à toa", acredita.

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Jogada10
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