Ceferin boicota final da Copa em meio à crise entre UEFA e FIFA
O presidente da Uefa não foi na decisão da Copa do Mundo
Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, foi uma das principais ausências na final da Copa do Mundo de 2026, que foi vencida pela Espanha. Segundo o jornal "The Times", sua ausência foi uma forma de protesto em um momento em que o órgão que gere o futebol europeu e a Fifa vivem um momento de tensão.
A não ida do dirigente esloveno reflete um descontentamento da Uefa com a Fifa. A "linha vermelha" foi a retirada da suspensão de Floarin Balogun, dos Estados Unidos, o que o órgão que gere o futebol europeu classificou como uma decisão "sem precedentes" e que ultrapassou os limites.
Além disso, os europeus alegam que a Fifa foi incapaz de impedir que as autoridades norte-americanas enviassem o juiz somali Omar Artan para casa após o árbitro ser impedido de entrar nos Estados Unidos, mesmo estando com um passaporte diplomático. Semanas depois, Artan foi nomeado para apitar a final da Supercopa da UEFA, entre PSG e Aston Villa, no próximo dia 12 de agosto.
Além disso, o bloco europeu se opõe à expansão do Mundial para 64 seleções e já manifestou sua resistência em adotar as novas regras da FIFA. Um exemplo disso é a interpretação do protocolo do VAR, que resultou na expulsão de Embolo, da Suíça, e na punição de jogadores que tapam a boca para se comunicar com adversários, medida que foi implementada com a Lei Prestianni.
Outro fator que foi alvo de críticas da UEFA foi a política de preços, que fez Ceferin pedir publicamente para não tirarem o futebol de seus "torcedores".
Mesmo não tendo ido para a final, que foi disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Aleksander Ceferin marcou presença na partida de abertura do torneio, na vitória do México por 3 a 0 sobre a África do Sul, no Estádio Azteca, na Cidade do México.
Em meio à tensão com a Fifa, a Uefa planeja lançar um candidato para disputar a próxima eleição da Fifa contra Gianni Infantino, no ano que vem. Além de Ceferin, o bloco europeu tem nomes como o de Nasser Al-Khelaifi, CEO do PSG e presidente da Associação de Clubes Europeus (ECA), e o do polonês Dariusz Mioduski, proprietário do Legia Varsóvia, como possíveis candidatos.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.