Lideranças do marketing e mídia debatem desafios para o crescimento do futebol feminino no Brasil a um ano da Copa
Evento aconteceu na Soho House, em São Paulo, e reuniu marcas e executivos
A menos de um ano do início da Copa do Mundo Feminina no Brasil, a modalidade passa a ocupar um posto de destaque ainda maior para o mercado da mídia e do marketing. O evento global se torna uma porta de entrada para marcas com atuação no país, que podem ter o futebol feminino um novo mercado em crescimento. Na Soho House, em São Paulo, lideranças do setor da comunicação e negócios se reuniram para debater as principais estratégias diante do atual cenário.
- Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Sofia Gomes, fundadora da agência Subversa Esporte, focada no desenvolvi das modalidades femininas dentro do esporte, mediou uma mesa com a jornalista Mariana Spinelli, da getv, Kin Saito, diretora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol (FPF) e Bianca Parrella, diretora de marketing da Ambev.
O debate passou por diversas camadas da formação do futebol feminino no Brasil, com o objetivo de apresentar ao mercado as possibilidades de se encaixar na modalidade em um momento relevante como a Copa. Bianca Parrella destacou que a presença de grandes marcas no futebol feminino precisam ser incentivadas, principalmente, por ser uma oportunidade de mercado com bom custo benefício.
“Eu acho que o futebol feminino veio na época muito mais como uma porta de entrada da democratização do esporte e acho que ele se mantém. Porque o futebol masculino ele já é muito mais desenvolvido ele já é saturado em anunciantes, e obviamente a precificação do esporte ela acompanha todo o investimento que tá rodeado em torno. Então quando a gente fala de futebol feminino, falamos de um esporte que em uma jornada de desenvolvimento”, explicou a executiva.
Um dos debates levantados na mesa foi sobre a forma como as marcas enxergam a modalidade. A jornalista Mari Spinelli destacou que o mercado, muitas vezes, exige retornos antes do investimento, seja midiático ou de consumo direto dos torcedores. Entretanto, a repórter ponderou que há espaço para que o investimento surja antes e contribua com o desenvolvimento e o resultado.
Bianca Parrella endossou a análise e afirmou que existem mecanismos de fortalecimento comercial da modalidade pelas marcas mesmo sem investimentos tão altos. A executiva da Ambev ainda destacou que, quanto mais cedo a parceria for construída, mais reconhecida a marca fica dentro do meio do futebol feminino.
“Não necessariamente as marcas precisam atuar na mesma intensidade de investimento, mas ao fazer parte desse desse movimento coletivo, já vai estar fazendo diferença no esporte. Então eu acho que esse é um grande aprendizado que a gente tem desde entramos no mercado do futebol feminino”, completou.
A mesa ainda levantou debates sobre a necessidade no investimento do futebol de base e como as empresas podem se aproveitar de incentivos fiscais para buscar associações comerciais com a modalidade.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.