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Futebol

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Fifa abre processos contra Argentina por atos de torcedores e equipe na Copa

Cantos discriminatórios, atraso no início de partidas e confusão na decisão contra a Espanha estão entre os casos investigados pela entidade máxima do futebol

29 jul 2026 - 14h28
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A Fifa anunciou a abertura de uma série de processos disciplinares relacionados à participação da Argentina na Copa do Mundo. As investigações envolvem tanto a Associação do Futebol Argentino (AFA) quanto jogadores e integrantes da comissão técnica por episódios registrados ao longo do torneio e, principalmente, na final contra a Espanha.

No caso da AFA, a entidade investiga possíveis infrações ligadas a cânticos e gestos discriminatórios, atrasos de partidas, descumprimento de protocolos de segurança e de organização dos jogos, além da exibição de mensagens consideradas inadequadas por parte da equipe e de torcedores. O lançamento de objetos nas arquibancadas durante partidas da seleção também faz parte do todo.

Além do processo contra a federação, a Fifa abriu procedimentos individuais após analisar o relatório elaborado pelo Procurador Disciplinar e de Ética sobre os incidentes ocorridos na decisão do Mundial.

Os argentinos Nahuel Molina, Leandro Paredes e o auxiliar técnico Roberto Ayala responderão por supostas infrações enquadradas como agressão no Código Disciplinar da Fifa. Segundo a federação, Molina é investigado por dois episódios — um consumado e outro tentado —, enquanto Paredes responde por três ocorrências. Ayala também é alvo de um processo por um suposto ato de agressão contra Dani Olmo.

Outros dois atletas também passaram a ser investigados por possível conduta antidesportiva: o argentino Thiago Almada e o espanhol Pablo Martín Páez Gavira, o Gavi. Molina ainda responderá por mais uma acusação relacionada ao mesmo enquadramento disciplinar.

De acordo com a Fifa, todos os envolvidos já foram notificados e terão prazo para apresentar suas defesas. Somente após a análise das manifestações é que o Comitê Disciplinar decidirá sobre eventuais punições. Até lá, a entidade não divulgou previsão para o encerramento dos processos.

Estadão
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