Meu irmão é ídolo, mas quero fazer história, diz flamenguista
A estreia de Fernando no Flamengo não poderia ter sido melhor. O volante saiu do banco e marcou o gol da vitória por 3 a 2 sobre o Duque de Caxias, no domingo, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca. Com a torção no tornozelo de Willians, ele deve ser titular novamente diante do Volta Redonda, quarta-feira, no Raulino de Oliveira.
O gol, dedicado à filha Francine e à mulher Valentina, não foi surpresa para o jogador. Na concentração, conversando com os companheiros Marcelo Lomba, Bruno Mezenga e Vinícius Pacheco, Fernando disse que estava sentindo que marcaria. Eles não levaram a sério. "Pensa em entrar primeiro".
Devido à expulsão de Álvaro, Fernando jogou improvisado na zaga. "Não estou acostumado com a posição, joguei apenas uma vez no Goiás, mas acho que fui bem".
Com a atuação de domingo, ele espera ter começado a escrever sua história na Gávea. Os pais, que estavam no Maracanã, vibraram com o filho, assim como o irmão Carlos Alberto, que viu de casa. Porém, apesar de ter orgulho do meia do Vasco, Fernando quer, aos poucos, deixar de ser conhecido como "o irmão do Carlos Alberto".
"Isso vai ser inevitável, mas já me incomodou mais. Ele é meu irmão, um ídolo, mas quero fazer minha história".
Perguntado se Carlos Alberto vibrou com seu gol, Fernando não teve dúvidas. "Existe rivalidade entre Vasco e Flamengo. Entre irmãos, não. Torço muito por ele e, com certeza, ele também vibra comigo".
A prova de que a rivalidade fica apenas entre os clubes foi a visita que Carlos Alberto fez à concentração do Flamengo, na véspera do jogo. "Ele levou o filho para eu dar um beijo", contou Fernando.