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DF: motorista teria trocado chuteiras por crack; Formosa quer novo jogo

22 jan 2014
13h50
atualizado às 14h36
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O caso do sumiço das chuteiras do Formosa no dia da estreia no Campeonato Brasiliense, contra o Brasília, no último sábado (18), ganhou mais uma reviravolta. O motorista do ônibus que transportava o material esportivo do clube, Charles Amâncio Vieira, mudou sua versão inicial em depoimento na 12ª DP de Taguatinga e admitiu que usou crack na noite anterior ao dia da partida - antes, ele disse que havia sido sequestrado por dois homens armados, e por isso não apareceu no hotel onde a delegação o estava esperando.

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Após mais de quatro anos no Al Jazira, dos Emirados Árabes, o atacante Ricardo Oliveira está no mercado esperando propostas para escolher o próximo clube. Em acordo com a diretoria, o atacante acertou o desligamento do time árabe e admitiu que pode voltar ao Brasil. Confira, a seguir, clubes em que o atleta poderia ajudar a solucionar problema ofensivo:
Foto: Reprodução

Segundo a nova versão, Charles tomou cerveja em dois bares em Taguatinga na noite de sexta-feira (17), e quando estava nas proximidades do hotel, encontrou um usuário de crack, que o convidou para usar a droga. Já com o comportamento alterado, ele saiu de ônibus pela cidade e foi parar em Águas Lindas (GO), onde teria trocado as chuteiras e outras peças do material esportivo do Formosa por drogas. A polícia ainda busca confirmar a história.

Como os atletas não tinham chuteiras para entrar em campo, o Formosa perdeu o jogo para o Brasília por W.O. Indignado com a derrota sem jogar, o presidente da equipe, Cacildo Cassiano, quer que a Justiça desportiva remarque a partida para uma nova data.

"Foi uma coisa que deixou a gente ainda mais abalado", disse Cassiano ao Terra. "Que o tribunal concorde em remarcar a partida, porque nós não demos causa. Até então o Formosa é vítima, esse elemento (motorista) não é funcionário do clube, só prestava serviço para a prefeitura".

Charles Amâncio Vieira trabalha para a Seven Tour, empresa de transporte que tem contrato com a prefeitura de Formosa para fazer a locomoção do time. Segundo Cassiano, a empresa prestou serviço para o clube durante todo o Campeonato Goiano do ano passado, sem qualquer tipo de problema. De acordo com o proprietário do ônibus, foi a primeira vez que Charles - que é viciado em crack e estaria há um ano sem usar a droga - trabalhou para a Seven Tour.

"Não estamos pensando em indenização, porque a empresa está no prejuízo também", afirmou Cassiano. "O proprietário do ônibus já teve que ir a Brasília três vezes com o veículo para as investigações. Infelizmente, desta vez, colocaram este indivíduo que teve uma recaída no dia em que a gente mais precisava. A gente estava muito focado nessa estreia", lamentou.

Para a próxima rodada, sábado, contra o Brasiliense, Cassiano espera já ter um novo material em mãos. Ele conta que o prejuízo pelo roubo das chuteiras, coletes, bolas e afins foi de cerca de R$ 15 mil. A compra emergencial de 21 pares de chuteiras no dia da estreia contra o Brasília não surtiu efeito - de baixa qualidade, os calçados causaram calos nos pés dos jogadores no treino da última terça.

"Recuperar mesmo, só recuperamos três pares de chuteira. Enfim, 2% do que foi subtraído. Estamos adquirindo aos poucos, no dia (da estreia) já comprei 21 pares de chuteira, mas no treino de ontem a maioria dos jogadores encheu de calo, porque não é chuteira de primeira linha. O diretor de futebol foi a uma loja em Taguatinga que ofereceu um preço mais acessível, para adquirir as chuteiras com que os atletas têm costume de jogar", explicou.

Fonte: Terra

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