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Copa Feminina

Debinha desencanta, mas França impõe jogo de menos passes do Brasil nas últimas Copas

Atacante chega a oito gols em grandes competições na ‘Era Pia’; jogo aéreo castiga e França segue invicta contra o Brasil

29 jul 2023 - 10h53
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Debinha é artilheira da era Pia na Seleção Brasileira
Debinha é artilheira da era Pia na Seleção Brasileira
Foto: Matt Roberts/FIFA / Getty Images

A França voltou a bater o Brasil em um jogo de Copa do Mundo Feminina da FIFA. Neste sábado, as francesas triunfaram por 2 a 1 no Suncorp Stadium, em Brisbane, na Austrália, se mantendo invictas contra a Seleção Brasileira na história da competição.

Além de um empate na fase de grupos de 2003, a França venceu por 2 a 1 seus outros dois jogos contra o Brasil no Mundial: nas oitavas de final de 2019 e neste sábado pela segunda rodada da fase de grupos. 

Apenas uma outra nação está invicta diante do Brasil em Copa do Mundo: a Alemanha, que acumula duas vitórias e um empate. As alemãs, inclusive, podem estar no caminho do Brasil nas oitavas de final desta edição.

Dados do jogo
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Foto: Divulgação/Opta

As marcas da França contra a Amarelinha se estendem. A equipe francesa também se tornou a quinta a derrotar o Brasil por mais de uma vez na história da Copa do Mundo Feminina. As outras seleções que têm duas vitórias contra as brasileiras no torneio são Alemanha, Estados Unidos, Suécia e Austrália.

Debinha se destaca e faz primeiro gol em Copa.

Precisando vencer para assumir a liderança do grupo, a França abriu o placar aos 17 minutos do primeiro tempo com Le Sommer. Excluindo gols contra, a atacante foi responsável pelo primeiro gol francês em cada um dos últimos cinco grandes torneios em que ela esteve presente (Copas + Euros + Jogos Olímpicos). Foi o sexto gol de Le Sommer em Copas do Mundo, se tornando a primeira francesa a marcar em três edições diferentes do torneio.

Ir ao intervalo em desvantagem sempre foi um problema para o Brasil na Copa do Mundo Feminina. Contando com hoje, nas sete vezes em que isso aconteceu, a Seleção evitou a derrota apenas nas quartas de final contra os Estados Unidos em 2011 – época em que as americanas eram treinadas por Pia Sundhage, hoje comandante verde-amarela.

Porém, se a França tem um claro destaque em Le Sommer, o Brasil pode dizer o mesmo de Debinha –principalmente sob o comando de Pia Sundhage.

A atacante empatou o confronto aos 12 minutos do segundo tempo, marcando seu primeiro gol em Copa do Mundo em sua sexta partida na competição. Ela tem oito gols em grandes torneios (Copa do Mundo, Copa América, Finalíssima e Olímpiada) desde a estreia da técnica sueca, o maior número entre as brasileiras. 

Debinha foi a jogadora brasileira mais acionada na área adversária. Dos 15 toques na bola que o Brasil teve na área da França neste jogo, seis foram da camisa nove. O gol aconteceu na única vez que Debinha conseguiu finalizar na partida.

Dados do jogo
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Foto: Divulgação/Opta

Após o empate, o Brasil não teve mais finalizações certas na partida. Por outro lado, a França intensificou a pressão para buscar a vitória. Quase metade das finalizações francesas na partida aconteceram nos 25 minutos que separaram o gol de Debinha do segundo gol francês (9 de 19). 

Dados do jogo
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Foto: Divulgação/Opta

A vantagem francesa foi recuperada em uma jogada tradicional dessa seleção aos 37 minutos do segundo tempo. Após escanteio, Renard marcou seu quarto gol de cabeça na Copa do Mundo Feminina. Nenhuma jogadora tem mais gols em cabeceio nas últimas quatro edições do Mundial que a zagueira francesa. 

O Brasil tentou voltar para o jogo e Pia fez substituições. Entre elas, a entrada de Marta aos 40 da segunda etapa. Com pouco tempo em campo, a Rainha foi a única jogadora da partida que não tentou um passe sequer. Na única participação direta de Marta em uma jogada, ela desarmou uma jogadora francesa que protegia a bola ao lado da bandeirinha de escanteio nos acréscimos do segundo tempo.

Brasil aposta em passes longos e Lelê é exigida

Na estreia contra o Panamá, o Brasil havia completado 492 passes, seu segundo maior número em um jogo de Copa do Mundo desde 2011. Hoje, contra a França, o estilo de jogo brasileiro foi completamente diferente. A Seleção completou apenas 236 passes, sua menor marca em um jogo nas últimas quatro edições do Mundial.

Apesar do número de tentativas de passes ser menos da metade do que no primeiro jogo, o Brasil tentou hoje mais lançamentos do que na estreia (50x43). A zaga francesa levou a melhor na maior parte, com a Seleção completando apenas 17 dessas tentativas de passe longo (34%). 

Dados do jogo
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Foto: Divulgação/Opta

Apesar de ter oito finalizações a menos (11x19), o Brasil terminou o jogo com mais grandes chances criadas que a França (3x2). As três grandes chances brasileiras no jogo tiveram participação de Debinha. Além do gol, a camisa 9 deu um passe para Adriana finalizar sozinha dentro da área aos 22 do primeiro tempo e cobrou uma falta para encontrar Kerolin sem marcação na área aos 28 da etapa final. As duas finalizações foram para fora.

As finalizações da França, no entanto, fizeram brilhar a goleira brasileira Lelê. Ela realizou cinco defesas neste sábado, maior marca de uma jogadora da Seleção em uma partida das últimas quatro edições do Mundial.

Dados do jogo
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Foto: Divulgação/Opta

Com a vitória, a França recupera o favoritismo para terminar em primeiro lugar no grupo. O modelo de previsão da Opta dá às francesas 83,9% de chances de classificar às oitavas como a melhor do Grupo F. O Brasil ainda é favorito para conquistar a outra vaga do grupo no mata-mata (67,7%), mas tem apenas 8,9% de chances de recuperar a liderança das francesas. O duelo decisivo para as brasileiras será contra a Jamaica, na próxima quarta-feira.

Dados do jogo
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Foto: Divulgação/Opta
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Foto: Divulgação/Opta
Fonte: Redação Terra
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