Estrelas apagadas, laterais brigadores e mais: 4 pontos para entender derrota da França para a Espanha
Franceses levaram a pior contra a Espanha e viram o sonho do tricampeonato ser adiado nesta terça-feira, 14
A badalada Seleção da França viu o sonho do tricampeonato da Copa do Mundo ser adiado nesta terça-feira, 14, em derrota por 2 a 0 diante da Espanha, na semifinal do Mundial de 2026. E ainda que o futebol esteja longe de ser uma ciência exata, 4 pontos podem ajudar a explicar o revés sofrido pelos franceses.
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Nem mesmo as estrelas de Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise foram capazes de aplacar a falta de capricho no último toque diante da trave defendida por Unai Simón. Por outro lado, erros capitais no setor defensivo deram espaço para que a Espanha buscasse o jogo e balançasse as redes de Maignan.
E, diferentemente do futebol demonstrado na campanha até a semifinal da Copa, a França se viu envolvida pelo bem encaixado esquema tático espanhol, e sofreu muito para pôr a bola no chão e transicionar com qualidade pelo campo, apostando principalmente em jogadas pelo alto para os atacantes.
A Espanha aguarda, agora, o vencedor do confronto entre Inglaterra e Argentina, que acontece na próxima quarta-feira, 15, para conhecer o rival na grande decisão da Copa do Mundo de 2026. A final acontece às 16h (de Brasília) do próximo domingo, 19, em Nova Jersey.
A seguir, o Terra elencou alguns dos principais destaques da partida que contribuíram para a derrota da França. Confira:
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Falha de Digne e pênalti determinante
Mesmo com propostas diferentes em campo — enquanto a Espanha priorizou a posse e a bola no chão, a França apostou em ligações diretas ao ataque —, a partida era de equilíbrio até os 19 minutos do primeiro tempo, quando o lateral-esquerdo cometeu um erro capital ao tentar tirar uma bola e cometer pênalti em Lamine Yamal.
Após espirrar um cabeceio, o camisa 3 tentou chutar para afastar o perigo, mas acabou acertando o atacante espanhol. O árbitro Iván Barton não pensou duas vezes antes de apontar para a marca da cal. Na cobrança, Oyarzabal foi bem e acertou o canto esquerdo de Maignan, que não alcançou.
Diante da desvantagem no placar antes mesmo da primeira parada para hidratação, a França se viu obrigada a se lançar ao ataque na base do desespero, e os 'chuveirinhos' tornaram-se uma constante ainda maior no setor ofensivo francês.
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Laterais consistentes da Espanha
Se, por um lado, os laterais franceses não deram conta de segurar a barra, os espanhóis não só tiveram categoria para controlar o jogo das estrelas da França, aliviando o trabalho dos zagueiros Laporte e Cubarsí, como também foram decisivos no ataque, como é o caso do lateral-direito Pedro Porro, que chegou ao seu segundo gol na Copa de 2026, o primeiro foi na vitória por 3 a 0 sobre a Áustria.
Em tabela com Dani Olmo, Porro saiu livre e chutou na saída de Maignan, ampliando o placar em 2 a 0 para La Roja. Já no outro lado, Cucurella ofereceu muita segurança defensiva e fez uma de suas melhores partidas na Copa do Mundo.
O 'cabeludo' teve acerto de 87% dos passes e, apesar de levar um cartão amarelo, não deu espaços para Olise trabalhar a bola nas tentativas francesas, anulando o camisa 11 e obrigando o adversário a manter os lançamentos na área de um atento Unai Simón.
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Rodri fazendo jus à Bola de Ouro
Ainda que a França tivesse seu próprio 'melhor do mundo' em campo, o vencedor da premiação Bola de Ouro de 2025, Ousmane Dembélé, a Espanha também contou com um detentor do título para ditar o ritmo da partida no meio de campo: o volante Rodri, vencedor do prêmio de 2024 e um dos melhores atletas da posição no ciclo para a Copa de 2026.
Maestro de La Roja, o camisa 16 dominou completamente o meio de campo e também foi um dos responsáveis por obrigar a França a apostar no jogo aéreo. Ainda assim, não deu espaços e foi o líder em disputas pelo alto.
Com a bola no chão, foram dois cortes providenciais e 59 passes certos, fazendo com que Rodri fosse a principal ligação entre os setores do esquema espanhol.
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Mbappé e Olise desaparecidos em campo
Ao analisar a bela partida defensiva da Espanha, se esbarra, inevitavelmente, no jogo aquém do esperado por Kylian Mbappé e Michael Olise. Os camisas 10 e 11, respectivamente, sumiram em campo e, nas poucas ocasiões em que apareciam, ou paravam na consistente defesa espanhola, ou na falta de capricho no último toque. Mbappé, por exemplo, teve apenas três finalizações, todas elas por cima do gol de Simón.
Já a genialidade de Olise não foi suficiente para furar a defesa e encontrar os companheiros em velocidade, como nos acostumamos a ver durante a campanha francesa na Copa. Intensamente marcado durante os 90 minutos de jogo, o 'motorzinho' francês foi praticamente anulado, especialmente por Cucurella e Rodri.
Dembélé, o atual Bola de Ouro, foi o melhor do trio francês, e teve duas boas chances de balançar as redes na reta final do jogo, obrigando Unai Simón a trabalhar em sequência já nos acréscimos do segundo tempo. Ainda assim, não foi suficiente para vazar o goleiro espanhol, que chega à final com apenas um gol sofrido em 7 jogos.
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