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Destaque contra a Holanda, jovem goleiro do Japão é filho de ganês e atua na Itália

Goleiro de 23 anos brilhou diante da Holanda com quatro defesas dentro da área e reforçou o status de titular absoluto

14 jun 2026 - 20h15
(atualizado às 21h17)
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O goleiro Suzuki, do Japão.
O goleiro Suzuki, do Japão.
Foto: ROBIN VAN LONKHUIJSEN / ANP (Photo by ANP via Getty Images)

A atuação de Zion Suzuki no empate do Japão com a Holanda chamou a atenção dos espectadores da partida deste domingo, 14, pelo grupo F da Copa do Mundo de 2026.

Aos 23 anos, o arqueiro do Parma, clube italiano, foi um dos principais responsáveis pelo resultado ao realizar quatro defesas, todas em finalizações feitas de dentro da área, e terminar a partida com nota 8,0 no Sofascore, a segunda maior do jogo, atrás apenas de Summerville, autor de um gol holandês.

Filho de pai ganês e mãe japonesa, Suzuki é considerado há alguns anos uma das maiores promessas do futebol japonês. A confiança depositada nele é tanta que o goleiro já é tratado como titular absoluto da seleção para o próximo ciclo de Copa do Mundo.

Convocado pela primeira vez em 2022, Suzuki enfrentou críticas por falhas em saídas pelo alto e dificuldades no jogo com os pés. O período mais complicado ocorreu durante a Copa Asiática, quando assumiu a titularidade em todos os jogos e passou a ser alvo frequente de questionamentos da imprensa e dos torcedores.

A resposta veio dentro de campo. Com o passar do tempo, Suzuki aprimorou praticamente todos os fundamentos da posição e transformou-se em uma das referências da equipe japonesa. Ele disse em entrevista à FIFA que a evolução está diretamente ligada à experiência adquirida no futebol europeu, especialmente na Itália.

A passagem pelo futebol italiano também trouxe desafios. Em novembro de 2025, o goleiro sofreu uma fratura na mão esquerda durante uma partida contra o Milan, lesão que colocou em dúvida sua presença na Copa do Mundo. O retorno aos gramados foi mais difícil do que o esperado.

Superado o período de recuperação, Suzuki voltou a exibir o desempenho que o transformou em uma das grandes promessas da posição. A atuação diante da Holanda foi mais uma demonstração disso.

Além das quatro defesas em chutes de alta dificuldade, o goleiro registrou 0,62 gols evitados, estatística que mede a diferença entre os gols que um goleiro sofreu e a quantidade de gols esperados com base na qualidade das finalizações recebidas. Em outras palavras, o número indica que, considerando as chances criadas pelos holandeses, o Japão tinha expectativa de sofrer mais gols do que efetivamente sofreu graças às intervenções do arqueiro.

A exibição se soma a outras atuações consistentes da carreira recente do jogador. Em amistosos disputados neste ano contra Inglaterra e Escócia, por exemplo, Suzuki foi decisivo para que os japoneses terminassem as partidas sem sofrer gols.

Apesar do destaque individual, o goleiro mantém um discurso discreto sobre sua função. "Claro que é importante fazer grandes defesas, mas o que mais quero é passar tranquilidade para a minha equipe", afirmou à FIFA.

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Fonte: Portal Terra
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