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Paiva sobre papo de Felipão com "mídia amiga": não organizei

3 mar 2015
14h31
atualizado às 17h18
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Demitido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após polêmicas na Copa do Mundo e 12 de anos trabalho na assessoria de imprensa da entidade que comanda o futebol nacional, Rodrigo Paiva falou pela primeira vez, em entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, sobre a controversa reunião de Luiz Felipe Scolari com seis jornalistas durante o Mundial de 2014.

<p>Ex-assessor da CBF comentou fato pol&ecirc;mico da Copa do Mundo de 214</p>
Ex-assessor da CBF comentou fato polêmico da Copa do Mundo de 214
Foto: Joern Pollex / Getty Images

Tudo aconteceu depois da dramática classificação brasileira às quartas de final do torneio, que só se deu por causa de vitória nos pênaltis sobre o Chile. Felipão chamou poucos profissionais da imprensa para um papo atrás do local onde os jogadores concediam entrevistas para todos os credenciados na Granja Comary. O treinador teria reclamado da postura da imprensa com relação a lances polêmicos da Copa e pedido apoio contra um suposto complô da Fifa.

Paiva, que era o diretor de comunicações da CBF naquele momento, contou que não foi consultado por Scolari antes da realização desta reunião e afirmou que, se tivesse sido, teria discordado. “Diria que aquilo ali provavelmente daria m..”, contou o ex-profissional da CBF, antes de defender a atitude do técnico, que, segundo ele, sempre gostou de bater papo com jornalistas em hotéis e concentrações. “Ele não estava pedindo penico. Só foi tentar repetir aquilo que sempre fez durante toda a carreira dele”, acrescentou.

<p>Durante a Copa, Felipão chamou 6 jornalistas para um papo em particular</p>
Durante a Copa, Felipão chamou 6 jornalistas para um papo em particular
Foto: Buda Mendes / Getty Images

Rodrigo Paiva revelou que, antes da célebre reunião com a “mídia amiga”, Felipão já havia tentado conversar com a imprensa por duas oportunidades. Em ambas, porém, foi bastante cercado por cinegrafistas e percebeu que não conseguiria ter privacidade. Assim, optou por convidar apenas seis profissionais (Juca Kfouri, Paulo Vinicius Coelho, Fernando Fernandes, Osvaldo Pascoal, Luiz Antonio Prósperi e Carlos Eduardo Mansur) para um papo em particular.

E isto, de acordo com Rodrigo Paiva, certamente causaria rusgas na imprensa - que foi o que aconteceu. “A gente sabe que, em uma cobertura de Copa do Mundo, a primeira semana é uma maravilha para todo mundo. Porém, depois de 40 dias, sem família, comendo mal, dormindo pouco, qualquer faísca é motivo de um confronto, de uma revolta. Neste momento, você tem que estar mais atento do que nunca para não criar arestas, possibilidades de problemas. Ousar naquele momento  era inviável”, disse o ex-profissional da CBF, antes de decretar. “Mas foi uma coisa pura, que saiu do coração dele, sem maldade nenhuma”.

Fonte: Terra

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