Bolívia e Equador empataram por 1 a 1, em partida disputada nesta terça-feira, no Estádio Hernando Siles, em La Paz, pelas Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2014.
Os gols foram marcados por Arrascaita para a equipe da casa e Caicedo a favor do time equatoriano, ambos no segundo tempo. Com o resultado, o Equador segue na quarta posição, com 22 pontos, enquanto a Bolívia continua na lanterna, com apenas 11 pontos somados.
O jogo foi equilibrado. As equipes marcavam forte no meio, mas conseguiam criar boas jogadas de ataque, o que tornou a partida repleta de lances de emoção, principalmente no segundo tempo, quando os goleiros apareceram muito bem.
Sem nenhuma ambição de classificação, a seleção boliviana começou no ataque, diante de um Equador muito tímido e mais preocupado com o sistema defensivo. Aos 8min, Bejarano chutou e Dominguez fez boa defesa. A resposta equatoriana saiu em cabeçada de Montero para intervenção segura de Quinoñez.
O time da casa continuava melhor e, aos 14min, Montero chegou a colocar a bola nas redes, mas o árbitro invalidou o lance. Os times erravam muitos passes, o que tornava a partida arrastada, apesar da ligeira supremacia da Bolívia.
No primeiro minuto do segundo tempo, a Bolívia marcou. Arrascaita, que entrou no intervalo, recebeu na meia esquerda e arriscou. O goleiro Dominguez não conseguiu impedir que a bola entrasse no canto esquerdo: 1 a 0. Dois minutos depois, o time boliviano voltou a criar jogada de perigo. Marcelo Moreno ajeitou para Arrascaita, que acertou a trave esquerda do Equador.
A Bolívia dominava completamente, e, aos sete minutos, foi a vez de Marcelo Moreno acertar o travessão do Equador. O atacante do Flamengo experimentou de fora da área e o goleiro Dominguez não conseguiu chegar na bola.
Quando tudo indicava que os bolivianos chegariam logo ao segundo gol, o Equador empatou, aos 12min. Raldes colocou a mão na bola e o árbitro marcou pênalti. Caicedo converteu, sem chances para o goleiro boliviano.
Na primeira Copa, em 1930, vencida pelo Uruguai (foto), um árbitro brasileiro protagonizou uma das primeiras lambanças da história: Gilberto de Almeida Rego terminou o jogo Argentina 1 x 0 França, pela primeira fase, seis minutos antes do tempo regulamentar
Foto: AP
A Alemanha venceu a Hungria por 3 a 2 na final da Copa de 1954 (foto), em um dos resultados mais inesperados da história. O astro húngaro Puskas chegou a marcar o gol de empate faltando quatro minutos para o fim, mas o lance foi invalidado por um impedimento inexistente
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Na Copa de 1962, uma dupla trapalhada da arbitragem favoreceu o Brasil na vitória por 2 a 1 sobre a Espanha. O lateral Nilton Santos (foto) derrubou um espanhol dentro da área, mas depois deu um passo para fora, e o juiz marcou falta ao invés de pênalti. Após a cobrança, o naturalizado Puskas marcou de bicicleta, mas o gol foi anulado sem motivo aparente - a única explicação seria jogo perigoso do atacante
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Um dos mais famosos erros de todos os tempos: na final da Copa de 1966, o terceiro gol da Inglaterra nasceu de um chute de Hurst que bateu no travessão, quicou sobre a linha e não entrou completamente. O árbitro validou o gol, e os ingleses superaram os alemães por 4 a 2
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O time de El Salvador (foto) foi a novidade da Copa de 1970, e sofreu com a má arbitragem na derrota por 4 a 0 na estreia diante do México. O primeiro gol, marcado por Valdivia, nasceu de uma falta a favor dos salvadorenhos - o mexicano Padilla foi "malandro" e cobrou a infração como se tivesse sido marcada a favor de seu time, e o juiz deixou o jogo seguir
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O Brasil estreou na Copa de 1978 com um empate por 1 a 1 diante da Suécia, em jogo que ficou marcado por uma "maluquice" do árbitro galês Clive Thomas: ele anulou um gol de cabeça de Zico (foto) feito no último lance, alegando que terminara o jogo enquanto a bola estava viajando no ar após a cobrança do escanteio
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Na famosa derrota por 3 a 2 do Brasil para a Itália, na Copa de 1982, um lance poderia ter mudado a história do jogo: Zico recebeu passe dentro da área, armou o chute e teve a camisa puxada pelo zagueiro Gentile, mas o pênalti não foi marcado - apesar de o puxão ter sido tão forte que causou um imenso rasgo na camisa do brasileiro
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Outra decisão inacreditável da arbitragem aconteceu na semifinal da Copa de 1982, entre Alemanha e França. O goleiro alemão Schumacher saiu de forma maldosa e atingiu violentamente o francês Battiston, que perdeu a consciência e precisou sair de maca. Mas o juiz nem falta marcou
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Nas oitavas de final da Copa de 1986, a Bélgica eliminou a União Soviética em um jogo emocionante, definido por 4 a 3 na prorrogação. Mas os dois gols belgas no tempo normal foram marcados em posição de impedimento - o segundo, de Celeumans, foi claríssimo, com o jogador mais de 3 metros à frente da defesa soviética
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Outra trapalhada clássica da arbitragem em Copas do Mundo: em 1986, nas quartas de final entre Argentina e Inglaterra, Maradona usou a mão para vencer o goleiro Shilton pelo alto e marcar o primeiro gol dos sul-americanos. Depois, o "gol do século" do camisa 10 garantiria a vitória argentina por 2 a 1
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Nas quartas de final da Copa de 1994, entre Espanha e Itália, o zagueiro Tassotti acertou uma cotovelada e quebrou o nariz de Luis Enrique dentro da área. Mas o árbitro não marcou pênalti, e os italianos eliminaram os espanhóis por 2 a 1
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Um dos pênaltis mais escandalosos não marcados na história das Copas aconteceu em 1994, nas oitavas de final entre Alemanha e Bélgica. O belga Weber foi derrubado por trás quando estava na cara do gol nos minutos finais do jogo, mas o juiz mandou o lance seguir, e os alemães triunfaram por 3 a 2
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Na Copa de 2002, o jogo entre Coreia do Sul e Espanha entrou para a história das más arbitragens. O trio de arbitragem anulou dois gols legítimos dos espanhóis - no segundo, de Morientes, a alegação foi de que a bola teria saído pela linha de fundo antes de ser cruzada, coisa que claramente ficou longe de acontecer
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Outra lambança na Copa de 2002 aconteceu nas quartas de final entre Alemanha e Estados Unidos, quando o alemão Frings salvou em cima da linha, com a mão, um gol certo dos americanos. A seleção europeia venceu por 1 a 0
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Copa do Mundo de 2002, estreia do Brasil contra a Turquia, jogo difícil e empate por 1 a 1. Até que Luizão foi derrubado um metro fora da área, e o juiz Kim Young-Joo marcou pênalti, convertido por Rivaldo, e ainda expulsou o turco Alpay
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Outra "ajudinha" ao Brasil na Copa de 2002 aconteceu nas oitavas de final, na vitória por 2 a 0 sobre a Bélgica. Com o jogo empatado, o belga Wilmots subiu mais alto que Roque Júnior e cabeceou para as redes de Marcos, mas o árbitro Peter Prendergast marcou uma falta de ataque que só ele viu
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O juiz inglês Graham Poll conseguiu a proeza de dar três cartões amarelos para o mesmo jogador na Copa de 2006. No empate por 2 a 2 entre Croácia e Austrália, na primeira fase, o croata Simunic só foi expulso após levar o terceiro cartão. Poll se aposentou após o jogo
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Na Copa de 2010, um erro no jogo das oitavas de final entre Alemanha e Inglaterra motivou a Fifa a adotar a tecnologia na linha do gol. O inglês Lampard chutou, a bola tocou no travessão e quicou dentro do gol, mas a arbitragem não viu. No final, os alemães golearam por 4 a 1
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Nas oitavas de final da Copa de 2010, a Argentina venceu o México por 3 a 1. Mas o primeiro gol dos argentinos foi claramente irregular: Messi levantou na área para Tevez, que mandou para as redes completamente impedido, sem nenhum mexicano entre ele e a linha de fundo
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Outro gol irregular na Copa de 2010 aconteceu na vitória do Brasil na primeira fase sobre a Costa do Marfim, por 3 a 1. Luís Fabiano usou o braço para dominar a bola duas vezes na jogada em que chapelou dois marfinenses antes de mandar para as redes da seleção africana
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