Presidente do Flamengo critica MP das bets: "Como vou pagar o Paquetá?"
Bap voltou a se posicionar de forma contrária à Medida Provisória aprovada pelo Governo Federal
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, criticou a Medida Provisória que proíbe casas de apostas no Brasil, alertando para um prejuízo anual de R$ 400 milhões ao clube. Segundo o dirigente, a perda dessas receitas ameaça compromissos financeiros futuros, incluindo o pagamento da contratação de Lucas Paquetá, e pode desvalorizar os ativos comerciais do futebol brasileiro frente aos rivais sul-americanos.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, expressou forte preocupação em relação aos efeitos da Medida Provisória que determina a proibição imediata de casas de apostas e cassino online no Brasil.
Segundo o dirigente, a restrição imposta pela MP aprovada pelo Governo Federal, coloca em xeque as parcerias dos clubes com empresas do setor de apostas. Em específico sobre o Flamengo, a MP pode gerar um prejuízo de R$ 400 milhões por ano para as contas do clube.
Ao falar ao sobre a MP, Bap citou o exemplo da contratação de Lucas Paquetá. O meia foi a maior transferência da história do futebol brasileiro em termos de valores, onde o Rubro-Negro fez tal investimento contando com as receitas de patrocínio no orçamento.
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"A gente tem um respeito enorme pela reputação da gente e ficou muito claro no minuto zero de que uma série de compromissos futuros estão ameaçados. Como é que eu vou pagar o Paquetá em janeiro? Essa Medida Provisória compromete as receitas do futuro, afeta a folha do futebol e as contratações. Em vez de contratar jogadores, vamos ter que contratar advogados", disse Bap ao Mengão Cast, da Flamengo TV..
O presidente do Flamengo também afirmou que proibição das casas de apostas no Brasil pode acarretar em uma desvalorização dos ativos do futebol brasileiro. Além disso, Bap alertou que, com uma possível queda no faturamento dos clubes, quem pode se dar bem são os rivais sul-americanos.
"Se você tem um apartamento para vender num prédio, ele se valoriza. Mas, se forem 20 apartamentos à venda ao mesmo tempo, o preço despenca. Quem quiser entrar agora no futebol vai comprar na baixa. Um patrocínio máster que valia R$ 100 milhões, você vai ter que fechar por R$ 30 ou R$ 40 milhões. Quem está comemorando essa Medida Provisória é a Argentina, que vai ver o futebol brasileiro perder força", finalizou.
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