Libertadores reforça protagonismo de Bruno Henrique no Flamengo; veja
Bruno Henrique volta a marcar na Libertadores pelo Flamengo, chega a cinco gols em 2026 e mostra que ainda pode ser decisivo aos 35 anos
Aos 35 anos, Bruno Henrique reafirma seu protagonismo no Flamengo durante a Libertadores de 2026. Tricampeão do torneio pelo clube, o atacante abriu o placar na vitória por 2 a 0 contra o Independiente del Valle, somando cinco gols e duas assistências em oito partidas na atual edição. Sob o comando de Leonardo Jardim, o veterano superou uma fase irregular e, embora tenha seus minutos geridos, segue decisivo ao aliar oportunismo e vasta experiência nos momentos mais cruciais da competição.
Bruno Henrique voltou a marcar na Copa Libertadores da América e, mais uma vez, apareceu em um dos grandes palcos da carreira. O atacante fez o primeiro gol do Flamengo na vitória por 2 a 0 sobre o Independiente del Valle, no Equador, pelas quartas de final, e chegou aos cinco gols na edição de 2026.
O número ganha ainda mais peso quando colocado ao lado das duas assistências distribuídas pelo jogador. Em oito partidas e 569 minutos em campo, Bruno Henrique participou diretamente de sete gols do Flamengo na Libertadores. É o artilheiro do time e aparece entre os principais goleadores do torneio.
Bruno Henrique reencontra o protagonismo na Libertadores
A relação de Bruno Henrique com a Copa Libertadores da América não começou agora. Pelo contrário. O atacante faz parte da geração que marcou uma era no Flamengo e já conquistou a competição três vezes: 2019, 2022 e 2025.
Ao lado de nomes como Giorgian De Arrascaeta, Bruno Henrique se tornou um dos poucos jogadores brasileiros em atividade com três títulos da Libertadores pelo mesmo clube. As três conquistas foram justamente pelo Flamengo. É nesse cenário que os números de 2026 ganham outro significado.
Bruno Henrique não precisa mais carregar sozinho o ataque do Flamengo como em alguns de seus melhores momentos pelo clube. Aos 35 anos, passou a dividir responsabilidades e a ter seus minutos administrados. Ainda assim, quando a Libertadores entra em cena, o atacante continua entregando.
Um rendimento diferente, mas números importantes
O momento atual do atacante precisa ser analisado com alguma perspectiva. Bruno Henrique já não é aquele jogador explosivo que, durante anos, foi uma das principais armas ofensivas do Flamengo. A idade e a própria evolução do elenco mudaram o cenário.
Mas isso não significa que o camisa 27 tenha deixado de ser importante. A chegada de Leonardo Jardim, inclusive, teve impacto direto nesse processo. A própria Conmebol destacou que o treinador português devolveu confiança, minutos e protagonismo ao atacante depois de um período de irregularidade.
Antes da atual Libertadores, Bruno Henrique havia marcado apenas uma vez em 21 partidas nas edições de 2024 e 2025. Em 2026, a resposta foi imediata: marcou na estreia contra o Cusco, na altitude peruana, e voltou a fazer a diferença agora em Quito, outro cenário complicado.
O palco onde Bruno Henrique ainda faz diferença
O gol contra o Independiente del Valle resume um pouco o atual momento do atacante. Bruno Henrique não precisou participar de uma grande quantidade de jogadas para decidir. Acompanhou a movimentação de Jorginho e Samuel Lino, apareceu na área e completou para as redes.
Foi o tipo de lance que explica por que o Flamengo continua apostando nele em jogos importantes. A equipe teve dificuldades no primeiro tempo e terminou a partida com apenas quatro finalizações, contra 18 do adversário.
Ainda assim, venceu por 2 a 0. O Bruno Henrique foi responsável por abrir o caminho para a vitória rubro-negra. E existe uma característica que ajuda a explicar sua permanência entre os protagonistas: a experiência.
Tricampeão da Libertadores pelo Flamengo
Bruno Henrique já sabe exatamente o que significa disputar uma Libertadores pelo Flamengo. Foi decisivo na campanha de 2019, voltou a levantar a taça em 2022 e repetiu o feito em 2025. São três títulos continentais com a camisa rubro-negra.
Por isso, mesmo em uma fase diferente da carreira, sua presença ganha peso principalmente nos momentos decisivos. O Flamengo tem Pedro, Samuel Lino, Gonzalo Plata, De Arrascaeta e outras opções capazes de decidir partidas.
Bruno Henrique, entretanto, oferece algo que não se compra apenas com talento: experiência em jogos grandes e uma história construída justamente na competição que o clube voltou a disputar em sua fase mais aguda.
Aos 35 anos, talvez já não seja razoável esperar o Bruno Henrique de 2019 ou 2020 em todos os jogos. Mas a Libertadores de 2026 mostra que ainda existe uma versão muito competitiva do atacante. E, pelo menos até aqui, essa versão aparece justamente quando o Flamengo mais precisa.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal
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