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Ex-técnico do Al-Hilal alerta Fla: "Não vai ser fácil"

16 dez 2019
14h44
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José Cândido Sotto Maior, mais conhecido como Candinho, classificou a seleção da Arábia Saudita pela primeira vez, em 1993, para um Mundial, o dos EUA, no ano seguinte. Foi alçado ao cargo de técnico daquela equipe por causa de sua passagem vitoriosa pelo Al-Hilal, o adversário do Flamengo na semifinal do Mundial de clubes, nessa terça (17), no Catar. Em entrevista ao Terra, Candinho, um dos treinadores com mais títulos na história do Al Hilal, disse esperar um jogo difícil entre os cariocas e seu ex-clube.

Ex-técnico do Al Hilal, Candinho alerta Fla: "Não vai ser fácil"
Ex-técnico do Al Hilal, Candinho alerta Fla: "Não vai ser fácil"
Foto: Reprodução / LANCE!

“A tendência é a vitória do Flamengo. Tem um grupo mais forte. Mas é o tipo de jogo em que não se pode errar. Os árabes já deixaram de ser os bobos da côrte há um bom tempo. Não se deve pensar que vai ser uma partida fácil para os brasileiros. O Al Hilal sabe do favoritismo do Flamengo e vai jogar mais leve, sem o peso da responsabilidade de chegar à final.”

Candinho trabalhou como técnico do Al Hilal em quatro oportunidades (em 1984/85, 1988/89. 1993 e 2006). Tem amigos até hoje no clube, cuja estrutura, segundo ele, não deve nada a maior parte dos times da Série A do Brasil. “Muitos anos atrás, eles já dispunham de academia de ponta, piscina térmica, ampla área de treinamento. E, ultimamente, avançaram mais ainda.”

O técnico que levou a Portuguesa-SP ao vice-campeonato nacional, em 1996, conquistou em suas passagens pelo Al Hilal dois títulos do Campeonato Saudita, dois da Copa do Rei e um da Copa da Coroa do Príncipe. Um currículo destacado no salão de troféus do clube árabe.

A trajetória de Candinho como técnico de futebol teve outros momentos importantes. Ele trabalhou como auxiliar de Vanderlei Luxemburgo na Seleção brasileira de 1998 a 2000 e chegou a dirigir interinamente a equipe numa partida das eliminatórias do Mundial de 2002, na qual o Brasil venceu a Venezuela fora de casa por 6 a 0.

A Seleção corria risco de eliminação nas eliminatórias e Candinho ocupou por esse jogo a vaga de Luxemburgo, demitido dias antes. Por lealdade a quem o havia lhe convidado, não aceitou continuar como técnico do Brasil após a goleada, em que pese a insistência da direção da CBF para que permanecesse.

“Como eu só ia ficar para um jogo, convoquei quem eu quis. Achei melhor, por exemplo, levar todo o ataque do Vasco, que estava arrebentando naquele momento. Na véspera da convocação, a lista teve de ser submetida ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Era essa a praxe. Mas ele não falou nada quando viu Juninho paulista, Euller, Romário e Juninho Pernambucano. Botei os quatro do Vasco de titulares e o resultado foi o 6 a 0.”

Dos anos em que defendeu o Al Hilal, Candinho lembra da paixão do torcedor saudita pelo futebol e de muitos jogos com estádio lotado, com cerca de 30 mil pessoas. Para ele, o time árabe não perdeu suas características. “É agressivo, joga para a frente.” Outro aspecto importante na avaliação que faz do Al Hilal é a vasta experiência do clube em competições internacionais.

Hoje com 74 anos, Candinho só acompanha futebol pela TV. Vai ser assim nessa terça-feira. Pra quem vai torcer? Apesar do imenso carinho pelo Al Hilal, acredita que o eventual título do Mundial pelo Flamengo pode ajudar muito o futebol brasileiro. Vai seguir essa linha de raciocínio.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti
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