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Ex-patrocinador do Flamengo processa o clube

21 ago 2026 - 17h02
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Resumo
A Texaco acionou a Justiça contra o Flamengo cobrando R$ 1,5 milhão por violação da cláusula de exclusividade. O conflito surgiu após o clube anunciar a Lubrax como nova patrocinadora durante o aviso prévio de 90 dias para encerramento do contrato anterior. A Justiça negou pedidos urgentes da empresa para suspender pagamentos e retirar sua marca. O Flamengo, por sua vez, argumenta que eventuais penalidades só devem ser aplicadas após a conclusão definitiva do período de aviso prévio.

O Flamengo passou a enfrentar uma disputa fora dos gramados envolvendo um antigo parceiro comercial. A Texaco entrou na Justiça contra o clube e cobra R$ 1,5 milhão. A empresa entende que houve descumprimento de uma cláusula prevista no contrato de patrocínio.

Foto: (Imagem: Gilvan de Souza/ Flamengo) / Gávea News

Em suma, a Texaco questiona o acordo firmado pelo Rubro-Negro com a Lubrax antes do encerramento oficial do vínculo entre as partes. Para a empresa, a negociação com a nova patrocinadora teria violado a exclusividade estabelecida nos termos do contrato.

O acordo entre Flamengo e Texaco havia sido firmado para o período entre janeiro de 2025 e dezembro de 2026, com valor total de R$ 9 milhões. No fim de junho, entretanto, o clube carioca comunicou a intenção de encerrar a parceria e apresentou um aviso prévio de 90 dias.

Por conta do prazo, o contrato permaneceria vigente até o fim de setembro. O ponto que gerou o conflito aconteceu em 21 de julho, quando o Flamengo anunciou o acordo com a Lubrax, ainda durante o período de aviso prévio com a Texaco. Diante disso, a empresa entende que o clube não poderia ter fechado a nova parceria antes do encerramento total do contrato anterior.

A companhia chegou a solicitar ainda que os pagamentos referentes aos meses de agosto e setembro fossem suspensos. Cada parcela tem valor de R$ 400 mil. Outro pedido feito em caráter urgente era para que a marca Texaco fosse retirada imediatamente dos ativos do Flamengo. Os dois pedidos, no entanto, foram negados pela Justiça.

O Flamengo, por sua vez, apresenta uma interpretação diferente sobre o encerramento do contrato. O clube argumenta que eventual multa pela rescisão só deveria ser paga quando a ruptura fosse formalizada de maneira definitiva. Segundo o Fla, isso aconteceria depois do cumprimento do aviso prévio de 90 dias.

Gávea News
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