Bruno Henrique é um dos cinco maiores jogadores da história do Flamengo
Mais uma vez, BH salva uma vitória do Fla, neste 2 a 1 sobre o Corinthians-B. Zico, Júnior, Adílio, Doval e ele são os meus Top 5
Em um Maracanã lotado, o Flamengo venceu o Corinthians por 2 a 1 após dominar a retranca do time reserva paulista. Paquetá abriu o placar no início do segundo tempo, mas os visitantes empataram aos 34 minutos com Gui Negão após alterações na equipe. No momento crítico, coube a Bruno Henrique, exaltado como um dos maiores ídolos da história rubro-negra, marcar de cabeça e garantir a vitória fundamental para o clube carioca retomar a liderança do campeonato.
Bruno Henrique é o demônio no Flamengo. Mas vai para o céu, cercado de anjos e mordomias. Vestido de vermelho e preto. É sempre difícil enfrentar um adversário tradicional, sem titulares, e na imaginação do torcedor, um clube que não tinha a menor intenção de ajudar o Palmeiras, tal a rivalidade entre ambos. Detalhe: Samuel Lino, tão criticado aqui, está jogando de cabeça em pé, o que faz enorme diferença. Enfim, o sorriso do BH é o melhor do últimos domingos. Flamengo 2 a 1.
O Corinthians optou por um time formado praticamente por reservas, e já começou atrás, julgando que o empate, nas circunstâncias, seria um ótimo resultado. Era jogo de uma equipe só. O Flamengo, que dominava por completo, mas não criava oportunidades de gol, trocando passes em excesso. Assim, o visitante se limitava a rifar a bola. Era uma retranca de lascar, muito obediente, difícil de superar.
Flamengo massacra no primeiro tempo
Mas é fato que o Rubro-Negro precisava marcar para abrir caminho. Aos 21 minutos, Ayrton Lucas apanhou sobra, bateu à esquerda. Contudo, João Pedro Tchoca tirou em cima da linha. O Flamengo, na prática, parecia meio desesperado para marcar, diante de um Maracanã lotado, necessitando da vitória para retomar a liderança.
Meia hora. E o Corinthians não atravessava o meio do campo. Hugo Souza defendeu chute de Pedro. Pouco depois, Iago Machado quase faz contra. Mais um minuto e o goleiro apanhou conclusão de Samuel Lino. A pressão era total. O gol, porém, não saía. Aos 34, Samuel Lino tentou o lado esquerdo e bateu fora. Depois, aos 36, mais uma intervenção de Hugo Souza. Aos 38, Arrascaeta errou a finalização. O massacre prosseguiu. Aos 45, Varela completou de canhota. Porém, por cima. Na realidade, o Flamengo não fez nada que fosse errado - à exceção de manter o placar em branco, o que não prestava.
Segundo tempo elétrico
O Flamengo retornou com o mesmo pique, até que aos minutos, Arrascaeta cobrou escanteio, Hugo Souza deu um tapa na bola, e Paquetá pegou a sobra para fulminar de esquerda: 1 a 0. O gol apareceu na hora certíssima. Assim, era de se pensar que o Corinthians teria que sair para empatar. Continuar atrás não serviria para nada. Não havia, no entanto, jogo definido. Em futebol, (quase) tudo é possível. Tanto que postura dos paulistas começou a mudar, buscando, sem alternativa, maior ofensividade, o que levou o Rubro-Negro a ter mais cautela, e a ampliar a troca de passes, para diminuir o ritmo e o tempo.
Aos 19, Plata concluiu na área e Iago Machado evitou o gol. O Corinthians promoveu substituições em massa, lançando titulares, o que fazia da partida um desafio para o time carioca. A peleja, agora, ficava praticamente equilibrada. Léo Jardim, diante disso, mandou Alex Sandro e Bruno Henrique nas vagas respectivamente de Ayrton Lucas e Pedro. A impressão que se tem, pelas muitas mudanças, é a de que a partida não acabará nunca mais. Impressionante o que erra este Wilson Pereira Sampaio - inverte faltas, fica em dúvida à frente de lances evidentes. Aos 34, Kaio César rola para Gui Negão, que só toca para dentro: 1 a 1. Resultado catastrófico para o Flamengo. A equipe paulista cresceu muito.
Mas, aí … Aparece Bruno Henrique
Quando vaquinha parecia ter chegado ao brejo, Bruno Henrique, decisivo, predestinado, um dos cinco maiores jogadores da história do Flamengo - ao lado de Zico, Júnior, Adílio e Doval - meteu de cabeça, metendo 2 a 1, cruzamento de Freitas. Bruno Henrique é o demônio. O resto é conversa.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.