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Bap pode ser investigado após acusações de uso político do Flamengo

23 out 2026 - 22h31
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Resumo
O grupo de oposição Frente Flamengo Maior pediu ao Conselho Deliberativo a abertura de inquérito contra o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), por suposto uso político-partidário do clube. A representação cita cinco episódios, incluindo manifestações contra o governo Lula nas redes oficiais, campanhas no uniforme sem aval, faixas no estádio e apoio a candidatos. O pedido, que alega infração estatutária e pode levar a suspensão, ainda depende de apuração e não foi instaurado.

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, passou a enfrentar novos questionamentos internos após uma série de episódios envolvendo manifestações políticas e a utilização da estrutura do clube. A situação levou um grupo de oposição a solicitar uma investigação disciplinar contra o dirigente.

Foto: BAP na sede da CBF ( Rafael Ribeiro/CBF) / Gávea News

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Renan Moura, da Rádio Globo, a Frente Flamengo Maior encaminhou uma carta ao presidente do Conselho Deliberativo, Ricardo Lomba, pedindo a abertura de uma comissão de inquérito. O objetivo é apurar se Bap envolveu o nome e a estrutura do Flamengo em ações de caráter político-partidário e eleitoral.

O documento apresenta cinco episódios que, na avaliação dos integrantes do grupo, podem representar violações ao Estatuto do Flamengo.

Um dos principais questionamentos envolve a utilização da FlamengoTV e das redes sociais oficiais para divulgar uma entrevista de Bap contra a chamada MP das Bets. A oposição considera que as declarações, feitas às vésperas do primeiro turno das eleições, poderiam representar um posicionamento institucional contrário ao governo Lula.

A representação também menciona a utilização da frase "Proibir não é proteger" no uniforme rubro-negro durante partidas contra Santos, Fluminense, Bahia e Estudiantes. O grupo questiona a realização da campanha sem aprovação do Conselho Deliberativo.

Outro ponto envolve a exibição de faixas com críticas a Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante o confronto contra o Fluminense. Os autores do pedido querem esclarecer se houve autorização da administração para essas manifestações.

A carta ainda cita o aluguel do Maracanãzinho para um evento da Assembleia de Deus com apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. Também menciona um vídeo publicado no Instagram em que Bap, identificado como presidente do Flamengo, pede votos para o então candidato a deputado federal Dr. Luizinho.

A Frente Flamengo Maior fundamenta o pedido no artigo 59 do Estatuto e menciona o artigo 50, que prevê suspensão de até 360 dias ou eliminação do quadro social em casos específicos de indisciplina.

Os episódios apresentados são alegações da oposição e ainda dependem de apuração. A existência do pedido não significa que Bap tenha cometido alguma irregularidade ou que uma punição tenha sido aplicada.

A representação solicita que o Conselho Deliberativo tome as providências previstas no estatuto para investigar os fatos. Até o momento, não há confirmação de que a comissão de inquérito tenha sido instaurada.

Gávea News
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