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Perrella cita dívida de R$700 mi e admite desmanche

8 dez 2019
19h26
atualizado às 19h30
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Após a derrota para o Palmeiras que decretou o rebaixamento do Cruzeiro, Zezé Perrella, gestor de futebol do clube mineiro, concedeu entrevista coletiva e expôs diversas dificuldades enfrentadas pelo clube. De acordo com o dirigente, uma das situações que mais pesam é a financeira, pois há uma dúvida de nada menos que R$700 milhões.

Perrella cita dívida de R$700 mi e fala cortar jogadores
Perrella cita dívida de R$700 mi e fala cortar jogadores
Foto: Fred Magno/O Tempo / Futura Press

"O Wagner (Pires de Sá, presidente do Cruzeiro), teria que ter entrado já pensando em sanar a dívida que já era de quase R$500 milhões. Como essa dívida foi para R$700 milhões?", disse.

Perrella já projetou também mudanças no clube para 2020, sobretudo no que diz respeito aos jogadores, que hoje compõem uma folha salarial aquém daquilo que o Cruzeiro consegue pagar.

"Se estamos com dificuldade de pagar esses salários astronômicos na primeira divisão, imagina na segunda? É hora de cada um entender que o Cruzeiro não tem condições de bancar isso. Vamos conversar com esses jogadores", afirmou.

No entanto, a reconstrução, de acordo com o dirigente, não se dará apenas dentro das quatro linhas, e deve se estender por todos os setores do clube.

"Hoje o Cruzeiro tem 250 funcionários a mais do que na época em que saí. Virou um cabide de emprego…Na toquinha tem mais funcionário que jogador. É 1,5 funcionário para cada jogador. Vamos cortar na carne", completou.

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