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MP vê cenário favorável a pedido de intervenção no Corinthians

Investigação entra na reta final, mas promotores ainda analisam documentos antes de decidir se pedirão medida à Justiça

7 out 2026 - 13h11
(atualizado às 13h11)
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Resumo
O Ministério Público de São Paulo reúne elementos que podem embasar um pedido de intervenção judicial no Corinthians, devido a crises financeiras, com dívidas de R$ 2,8 bilhões, e suspeitas de irregularidades administrativas. Embora a apuração esteja em reta final e aponte para essa medida extrema, os promotores ainda analisam se o clube tem capacidade de reação interna. Uma intervenção pode impactar a eleição de novembro, enquanto a Justiça aguarda a decisão final do órgão.
MP vê cenário favorável a pedido de intervenção no Corinthians –
MP vê cenário favorável a pedido de intervenção no Corinthians –
Foto: Divulgação / Jogada10

O Ministério Público de São Paulo entrou na reta final da investigação sobre a administração do Corinthians e, neste momento, reúne elementos que podem sustentar um pedido de intervenção judicial. Os promotores ainda não tomaram a decisão definitiva, mas pessoas próximas à apuração avaliam que, se o inquérito terminasse agora, a tendência seria levar a medida à Justiça.

A conclusão, contudo, ainda depende de novos documentos, análises e depoimentos. Desde o início efetivo do inquérito, em maio, Luiz Ambra Neto e André Pascoal avançaram na coleta de informações e já acumulam mais de dez depoimentos e cerca de 3 mil páginas no procedimento. Recentemente, Silvio Antônio Marques passou a integrar a equipe diante da dimensão do caso.

MP vê cenário favorável a pedido de intervenção no Corinthians –
MP vê cenário favorável a pedido de intervenção no Corinthians –
Foto: Divulgação / Jogada10

MP avalia se estrutura do clube consegue reagir à crise

O ponto central da investigação não se limita aos problemas acumulados nos últimos anos. O Ministério Público também analisa se a estrutura atual do Corinthians consegue corrigir irregularidades, enfrentar a crise financeira, cumprir as funções previstas para seus órgãos internos e preservar a finalidade social do clube.

Nesse contexto, a apuração segue três frentes principais. A primeira trata da situação financeira, marcada por uma dívida na casa dos R$ 2,8 bilhões. A segunda envolve a estrutura política e administrativa do Corinthians. A terceira concentra-se em atos e contratos que possam ter provocado irregularidades ou prejuízos à instituição.

Além disso, a proximidade das eleições aumenta a dimensão do cenário. O pleito para presidente e Conselho Deliberativo está marcado para 28 de novembro, e o período de registro de candidatos e chapas já começou. O presidente do Conselho, Romeu Tuma Júnior, inclusive, admitiu recentemente que uma eventual intervenção pode impedir a realização da eleição.

Por outro lado, Tuma sugeriu que Osmar Stabile procure o Ministério Público para discutir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A proposta teria como objetivo estabelecer medidas de correção e evitar uma intervenção. Até o momento, porém, Stabile não procurou os promotores para tratar dessa possibilidade.

Por fim, mesmo com a tendência apontada por pessoas ligadas à investigação, a decisão ainda pertence ao Ministério Público. Caso os promotores apresentem uma ação civil pública, caberá ao Judiciário analisar o pedido e definir se haverá intervenção e qual será sua extensão. Assim, o Corinthians chega a uma fase decisiva de sua crise institucional com dois caminhos ainda possíveis: uma resposta interna capaz de alterar a avaliação dos promotores ou uma disputa judicial pelo controle da administração.

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Jogada10
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