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Corinthians toma atitude sobre dívidas da Arena em meio à negociação com a Caixa

Corinthians suspende parcela da dívida da Arena e negocia com a Caixa acordo que pode quitar débito de R$ 630 milhões com ativos comerciais.

1 out 2026 - 15h12
(atualizado às 15h13)
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Resumo
Com aval da Caixa, o Corinthians suspendeu o pagamento de R$ 28 milhões da parcela da Neo Química Arena para negociar a quitação da dívida de R$ 630 milhões. O clube propõe ceder os naming rights do estádio ao banco por cerca de R$ 70 milhões anuais, além de transferir operações financeiras e criar cartões para torcedores a fim de abater o débito. O clube também solicitou a liberação de R$ 27 milhões retidos para aliviar seu fluxo de caixa, enquanto as tratativas avançam sob sigilo bancário.
Bandeira do Corinthians
Bandeira do Corinthians
Foto: Ricardo Moreira/Getty Images / Esporte News Mundo

A diretoria do Corinthians deixou de pagar a terceira parcela trimestral da dívida pela construção da Neo Química Arena, enquanto negocia com a Caixa Econômica Federal uma solução para quitar o débito, atualmente estimado em R$ 630 milhões.

O valor da parcela, vencida em setembro, é de aproximadamente R$ 28 milhões. Segundo dirigentes do clube, a Caixa deu aval para que o pagamento não fosse realizado neste momento. As duas primeiras prestações do ano foram pagas pelo Corinthians, totalizando R$ 56 milhões.

A suspensão do pagamento é vista internamente como um sinal positivo para as negociações. A informação foi publicada inicialmente pelo site Meu Timão e confirmada pelo ge. Procurada, a Caixa afirmou, em nota, que não se manifesta sobre operações bancárias específicas ou eventuais negociações em razão do sigilo bancário previsto na Lei Complementar 105/2001.

O Corinthians tenta chegar a um acordo que permita a quitação da dívida por meio da exploração comercial do estádio. A proposta envolve a transferência dos naming rights da Neo Química Arena para a Caixa, além de outros produtos e ativos comerciais.

Atualmente, os naming rights pertencem à Hypera Pharma, que paga cerca de R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação, desde a assinatura do contrato em 2020. A diretoria corintiana avalia que o direito de nomear o estádio atualmente pode valer aproximadamente R$ 70 milhões por temporada.

A proposta também inclui outros negócios entre Corinthians e Caixa, como títulos de capitalização, a transferência das operações financeiras do clube para o banco estatal e a criação de cartões vinculados ao programa Fiel Torcedor. A ideia é que o valor acordado pelos naming rights seja utilizado para abater a dívida até sua quitação.

Em reunião realizada na sede da Caixa, em Brasília, na semana passada, os dirigentes do Corinthians também solicitaram a devolução de R$ 27 milhões mantidos em uma conta reserva prevista no contrato de renegociação firmado em 2022. O dinheiro é considerado importante para o fluxo de caixa do clube, que atravessa uma grave crise financeira.

A negociação ocorre em meio ao cenário político do Corinthians, que terá eleições para a presidência e o Conselho Deliberativo em 28 de novembro. Apesar do ceticismo de parte dos envolvidos, dirigentes corintianos avaliam que as tratativas avançam e trabalham com a possibilidade de um desfecho após as eleições gerais do Brasil. Desde a inauguração da Arena, em 2014, o clube já desembolsou cerca de R$ 600 milhões para pagar o financiamento da construção.

Esporte News Mundo
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