Corinthians negocia com novo patrocinador máster em meio à crise financeira
Corinthians comercializa espaços do uniforme para os jogos restantes do Brasileirão e estipula meta de R$ 1,2 milhão por partida.
Diante da incerteza sobre o contrato com a Esportes da Sorte, que pode gerar um prejuízo de até R$ 450 milhões devido à proibição das apostas no país, o Corinthians busca novas receitas. O clube negocia patrocínios pontuais para seu uniforme nas dez partidas finais do Brasileirão, com meta de arrecadar R$ 1,2 milhão por jogo. Entre as tratativas em andamento para ocupar o espaço máster da camisa está uma empresa de educação financeira, cujo vínculo pode se tornar definitivo.
O Corinthians intensificou a busca por novas receitas comerciais para a reta final do Campeonato Brasileiro. Diante da incerteza envolvendo o patrocínio máster da Esportes da Sorte após a Medida Provisória que proibiu a atividade das casas de apostas no Brasil, o clube passou a comercializar propriedades pontuais em seu uniforme para os jogos restantes da temporada.
Segundo informação divulgada pelo jornalista Marcelo Braga, a diretoria do Corinthians estabeleceu como meta arrecadar, em média, R$ 1,2 milhão por partida com os patrocínios pontuais. O valor pode variar de acordo com o apelo comercial de cada confronto, especialmente em clássicos e jogos com maior audiência.
Uma das negociações em andamento envolve uma empresa do segmento de educação financeira. O nome da companhia é mantido em sigilo, mas a ideia inicial é utilizar o espaço máster da camisa em partidas específicas. O clube, porém, também avalia a possibilidade de direcionar a marca para outra propriedade do uniforme.
A estratégia faz parte dos esforços do Corinthians para reduzir os impactos financeiros provocados pela possível saída da Esportes da Sorte. O contrato com a empresa tem validade até o fim de 2029 e prevê R$ 150 milhões fixos por ano, além de R$ 10 milhões em valores variáveis.
Caso a operação da Esportes da Sorte seja encerrada de forma definitiva no país, o Corinthians pode deixar de receber até R$ 450 milhões em receitas fixas até o fim do vínculo. Por isso, a diretoria trabalha na busca por alternativas comerciais para diminuir o impacto sobre o caixa do clube.
Os departamentos financeiro e de marketing também consideram a possibilidade de manter a empresa de educação financeira como parceira mesmo em um eventual retorno das casas de apostas ao mercado brasileiro. Nesse cenário, as marcas poderiam participar de uma campanha integrada voltada à conscientização e ao uso responsável das apostas.
A agenda do Corinthians na reta final do Brasileirão inclui dez partidas. O time enfrenta o Internacional no dia 7 de outubro, no Beira-Rio, e o Palmeiras quatro dias depois, no Allianz Parque. Na sequência, recebe o Vitória na Neo Química Arena e encara Atlético-MG, Vasco, Mirassol, São Paulo, Botafogo, Grêmio e Remo.
Com diferentes propriedades do uniforme disponíveis para negociação, o Corinthians tenta transformar os jogos restantes do campeonato em novas oportunidades de arrecadação. A meta de R$ 1,2 milhão por partida serve como referência para a estratégia comercial adotada pelo clube nesta reta final de temporada.
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